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Desenvolvimento

- Publicada em 22h13min, 08/06/2020.

Lideranças projetam a retomada da economia

Ernani Polo coordenou a reunião virtual na segunda-feira

Ernani Polo coordenou a reunião virtual na segunda-feira


JOEL VARGAS/AGÊNCIA ALRS/JC
Adriana Lampert
Mobilizados em torno da retomada do desenvolvimento no Estado, lideranças empresariais e deputados se reuniram virtualmente nesta segunda-feira para tratar dos desafios e oportunidades de negócios que surgem em meio à pandemia de Covid-19. O tema norteou a 11ª reunião do Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Redes de colaboração e de orientação aos empresários, com consciência social, estão entre as ações listadas como fundamentais para este processo de reinvenção da economia.
Mobilizados em torno da retomada do desenvolvimento no Estado, lideranças empresariais e deputados se reuniram virtualmente nesta segunda-feira para tratar dos desafios e oportunidades de negócios que surgem em meio à pandemia de Covid-19. O tema norteou a 11ª reunião do Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Redes de colaboração e de orientação aos empresários, com consciência social, estão entre as ações listadas como fundamentais para este processo de reinvenção da economia.
"Precisamos pensar em soluções práticas e viáveis para a sobrevivência das empresas", destacou o presidente do G5, João Satt (um dos idealizadores do Fórum), advertindo que, sem as contas em dia, não há como almejar competitividade. Satt avaliou que é chegado o momento de modificar o formato dos relacionamentos comerciais. "Produtos como o calçado gaúcho têm como saída a venda on-line. O varejo precisa evoluir e ir para a internet construir um grande marketplace", sugeriu. "Se conseguimos isso, resolveremos o problema dos fabricantes, via escoamento dos estoques. Da mesma forma, outras cadeias produtivas podem seguir este caminho", pontuou Satt.
A fala dele encontrou similaridade no estudo desenvolvido pelo Transforma RS, que reuniu percepções de uma centena de líderes empresariais. Além deles, membros da sociedade, do poder público e do setor de ensino responderam à pesquisa Desafios e Oportunidades Pós-Pandemia. O levantamento coletou uma série de 500 ideias para o desenvolvimento. "De acordo com as respostas, haverá um direcionamento maior para negócios digitais, e uma reinvenção do modo de funcionamento dos empreendimentos", avaliou o presidente do Transforma RS, Daniel Randon. O gestor chamou a atenção para o fato de que muitos pequenos empreendimentos já se adaptaram ao novo perfil de consumidor (mais aberto a novas tecnologias com consciência social e ambiental).
No estudo, lideranças gaúchas relataram também a necessidade de reformas estruturantes no Estado, com planejamento organizado e a participação da sociedade neste processo, via ações colaborativas imediatas e a médio prazo. "Fica clara a necessidade de líderes que pensem o Estado como um todo", destacou Randon. Ainda conforme o levantamento, o setor de inovação e novas tecnologias (parques tecnológicos) e o do agronegócio (em todos os seus elos) foram apontados como os mais potentes para alavancar a retomada da economia no Rio Grande do Sul.
Já o superintendente do Sebrae/RS, André Vanoni de Godoy, apresentou o reposicionamento da entidade diante da pandemia de Covid-19, destacando a necessidade de se reinventar para continuar representando os pequenos negócios. Entre as ações, o Sebrae implementou o homeoffice e tele-trabalho para os colaboradores em todo o Rio Grande do Sul, e ampliou o contato com seu público.
"No atendimento remoto, os contatos aumentaram 44% em relação ao mesmo período do ano passado, com 125 mil empreendedores sendo orientados através da central de negócios", observou Godoy. "Nessa ampliação de atendimento remoto nós atendemos 78 mil negócios, o que representa incremento de 72% em relação à 2019. Outras 46 mil pessoas físicas também atendidas, o que significa aumento de 45% em relação à 2019 - toda essa operação nos colocamos de pé em menos de uma semana".
Conforme Godoy, levantamento recente do Sebrae/RS aponta que o grande entrave das empresas é a falta de capital de giro. De acordo com o estudo, 36% dos empresários procuraram financiamento, sendo que destes apenas 24% conseguiram. "A dificuldade fica por conta de problemas cadastrais, falta de garantias nos avalistas e taxas de juros muito altas, mesmo aquelas dos programas do governo federal".
Mediando o debate, o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP), relatou que o governo do Estado tem acompanhado as discussões do Fórum, e sinalizou que o governador Eduardo Leite participou de um dos encontros iniciais. "Estamos trabalhando em harmonia para superar esse momento difícil que estamos passando", disse o parlamentar, antecipando que na próxima reunião, em 22 de junho, o secretário de Governança e Gestão Estratégica (SGGE), Claudio Gastal apresentará ações para o setor produtivo, começando pelo coureiro-calçadista.
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