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21/05/2020 - 16h26min. Alterada em 21/05 às 16h48min

Governo gaúcho estuda a possibilidade de instituir programa emergencial de renda

Leite poderá disponibilizar auxílio emergencial após término do programa federal de renda mínima

Leite poderá disponibilizar auxílio emergencial após término do programa federal de renda mínima


FACEBOOK/REPRODUÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Cerca de 1,6 milhão de gaúchos estão aptos a receber o auxílio emergencial que o governo federal disponibilizou, via Caixa Federal, durante a pandemia da Covid-19. Esse número concentra 14,8% da população do Estado. Desse total, 40% são trabalhadores informais e 85 mil são mães solteiras. Os dados fazem parte de uma pesquisa desenvolvida pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) do Estado sobre os reflexos do coronavírus na economia e foram destacados pelo governador Eduardo Leite nesta quinta-feira (21), durante live. Diante desse contingente da população mais vulnerável ao impacto econômico da crise gerada pelo coronavírus, o Executivo estuda a possibilidade de criar um programa próprio de renda mínima para minimizar as perdas das famílias, que passaria a valer quando o programa federal for encerrado.
Cerca de 1,6 milhão de gaúchos estão aptos a receber o auxílio emergencial que o governo federal disponibilizou, via Caixa Federal, durante a pandemia da Covid-19. Esse número concentra 14,8% da população do Estado. Desse total, 40% são trabalhadores informais e 85 mil são mães solteiras. Os dados fazem parte de uma pesquisa desenvolvida pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) do Estado sobre os reflexos do coronavírus na economia e foram destacados pelo governador Eduardo Leite nesta quinta-feira (21), durante live. Diante desse contingente da população mais vulnerável ao impacto econômico da crise gerada pelo coronavírus, o Executivo estuda a possibilidade de criar um programa próprio de renda mínima para minimizar as perdas das famílias, que passaria a valer quando o programa federal for encerrado.
Segundo ele, o governo trabalha na estruturação desse modelo de auxílio para que não haja sobreposição ao federal. "Não é algo simples, não é algo fácil, estamos identificado fontes possíveis (de financiamento) para ajudar as famílias mais carentes, especialmente quando a ajuda do governo federal deixar de existir", disse Leite.
O impacto da crise desencadeada pela pandemia na atividade econômica e na renda das famílias do Rio Grande do Sul pode representar perdas mensais na ordem de R$ 9,1 bilhões em "um cenário mais alarmante", de acordo com o governador, o que faz o auxílio federal fundamental e legitima a constituição de um programa estadual para atender à parcela mais pobre da população que ficará desassistida. "Contando com esse apoio do auxílio emergencial, que é generoso em relação ao Bolsa Família, com valor mais expressivo, boa parcela da população gaúcha está sendo beneficiada. O governo federal anuncia que não haverá prorrogação, e nós estamos, paralelamente, estudando a possibilidade do que seria possível ao governo do Estado e quais as fontes de financiamento possíveis para um programa estadual de transferência emergencial de renda", destacou.
O estudo da Seplag revela ainda que perto de 500 mil gaúchos que poderiam receber a ajuda estão fora da força de trabalho e aponta que o percentual de pessoas elegível ao programa de renda mínima do governo federal é um dos menores do País. Segundo o Executivo, se todos os impactados recebessem o auxílio federal, a injeção de renda na economia do Estado ficaria em torno de R$ 1,1 bilhão ao mês. Uma das principais conclusões da pesquisa mostra ainda que cerca de 72% dos gaúchos estão sujeitos a alguma perda de renda durante a crise gerada pela Covid-19.
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