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conjuntura

Notícia da edição impressa de 21/05/2020. Alterada em 20/05 às 22h48min

Crise agrava a confiança do industrial gaúcho

Incertezas provocadas pela pandemia seguem provocando profunda recessão no setor industrial

Incertezas provocadas pela pandemia seguem provocando profunda recessão no setor industrial


/CLAITON DORNELLES/ARQUIVO/JC
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que o otimismo no setor continua fortemente abalado por conta da crise do coronavírus.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que o otimismo no setor continua fortemente abalado por conta da crise do coronavírus.
Após desabar 28,3 pontos em abril, o Icei-RS recuou mais 0,7 em maio, caindo para 32. É o menor nível da série mensal iniciada em 2010. "As condições da economia e das empresas continuam se deteriorando com a profunda recessão e a incerteza em razão da pandemia, e, o que é pior, sem indicar qualquer perspectiva de melhora no curto prazo", afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, reforçando que um nível tão baixo de confiança é um sinal muito negativo para a produção, o investimento e o emprego do setor nos próximos meses.
O Índice de Condições Atuais passou de 33,6 para 24,5 pontos no período e também renovou o recorde negativo, indicando que, desde janeiro de 2010, as condições dos negócios não se mostravam tão ruins.
O Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira foi o componente que sofreu a maior queda em maio: 12,5 pontos ante abril, atingindo 18,3. Em maio, 92,9% dos empresários afirmaram que as condições da economia pioraram. Já o valor de 27,6 pontos do Índice de Condições das Empresas no mesmo mês, contra 35,1 em abril, não tem precedente, demonstrando as dificuldades inéditas enfrentadas nesta crise.
Também as perspectivas para o futuro não são as melhores, segundo a pesquisa realizada com 201 empresas entre os dias 4 e 14 de maio. Mesmo que o Índice de Expectativas, que avalia a percepção para os próximos seis meses, tenha crescido 3,4 pontos na comparação com abril, os 35,7 pontos alcançados correspondem ao segundo menor valor da série, prova de que o pessimismo, por estar abaixo dos 50 pontos, continua disseminado. O Índice de Expectativas da Economia Brasileira subiu de 26,8 para 30,9 pontos, enquanto o de Expectativas da Empresa cresceu 3,1, para 38,2. Mas em maio, 68,7% e 50,5% dos empresários estão pessimistas com o futuro da economia e da própria empresa, respectivamente.
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