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Coronavírus

Notícia da edição impressa de 21/05/2020. Alterada em 21/05 às 03h00min

Infectologistas defendem retomada das atividades com medidas de segurança

Roberta Mello
A atual taxa de incidência do novo coronavírus no Rio Grande do Sul, considerada baixa na comparação com outros estados, é comemorada pelos setores econômicos e vista como um sinal de que é possível a retomada das atividades econômicas. Para discutir as melhores medidas de proteção e de prevenção à Covid-19, a Federasul promoveu, nesta quarta-feira, seu tradicional encontro Tá na Mesa - que, no contexto da pandemia, passou a acontecer on-line.
A atual taxa de incidência do novo coronavírus no Rio Grande do Sul, considerada baixa na comparação com outros estados, é comemorada pelos setores econômicos e vista como um sinal de que é possível a retomada das atividades econômicas. Para discutir as melhores medidas de proteção e de prevenção à Covid-19, a Federasul promoveu, nesta quarta-feira, seu tradicional encontro Tá na Mesa - que, no contexto da pandemia, passou a acontecer on-line.
O médico infectologista e ex-presidente da Associação Gaúcha de Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (AGIH), Ricardo Zimerman, afirma que, com toda a economia fechada, cai a capacidade de atendimento. "É preciso encontrar um meio termo entre abrir a economia para financiar a saúde e seguir monitorando a situação", sustenta Zimerman.
A médica infectologista da Unimed Federação, Cristiane Hernandes, destacou que as estratégias de prevenção à Covid-19 devem levar em conta as singularidades de cada região. Segundo Cristiane, o número de casos confirmados no Estado está avançando gradativamente, de maneira mais lenta do que em outros locais. Por esse motivo, pode-se falar em uma retomada gradativa e consciente em localidades do território gaúcho.
Mesmo assim, Cristiane lembra que as pessoas que fazem parte do grupo de maior risco, como idosos, devem permanecer isoladas. "Quem puder, que fique em casa. Já aqueles que precisam sair devem seguir as medidas protetivas", ressalta a infectologista. Ela rememora a importância do uso da máscara e o distanciamento de, no mínimo, um metro entre as pessoas. O médico falou, ainda, sobre o que chama de "falácia da essencialidade". Ele se mostra contrário à determinação de quais são os serviços essenciais e a autorização para que apenas esses continuem funcionando.
"Em vez de tentar, de forma falaciosa, classificar o essencial, eu preferiria me basear no grau de restrição na sorologia e nas lotações de UTI conforme o modelo de Harvard. Nele, aumenta-se a restrição social quando o número de infectados passar de 37,5 por 10 mil habitantes. Curiosamente, o Rio Grande do Sul entrou em restrição social intensa quando o valor era de cinco por 10 mil", descreve o infectologista. Contudo, no Brasil, esse modelo é difícil de ser replicado pela falta de testagem entre quem não apresenta sintomas da doença.
Além disso, Zimerman se posicionou contrário ao fechamento das escolas. Para ele, "o papel da criança na transmissão é muito baixo" e há experiências de países que não fecharam as escolas e em que as crianças não transmitiram para os adultos.
 
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