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Agronegócios

20/05/2020 - 14h25min. Alterada em 21/05 às 09h29min

'Todas as entidades promotoras estão querendo realizar a Expointer', assegura Covatti

Algumas indústrias já estariam pedindo para ampliar seus estandes na feira, afirma o secretário

Algumas indústrias já estariam pedindo para ampliar seus estandes na feira, afirma o secretário


JACKSON CICERI/ESPECIAL/JC
Thiago Copetti
Ainda no início de maio a Secretaria Estadual da Agricultura emitiu nota confirmando a realização da Expointer 2020, mesmo com a incredulidade de muitos dada a gravidade da pandemia. Mesmo que projetada para setembro, a informação de que a feira será realizada neste ano, segue intrigando muitos gaúchos, mesmo com a declaração do governador Eduardo Leite, nesta semana, de que o evento segue no calendário e com a publicação do regimento regulador da 43ª edição. E que se realmente se concretizar será o maior presente para os 50 anos do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, completos em 2020. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o secretário da Agricultura, Covatti Filho, conta o que deve mudar para esta edição em tempos de pandemia e as razões da confiança na realização do evento.
Ainda no início de maio a Secretaria Estadual da Agricultura emitiu nota confirmando a realização da Expointer 2020, mesmo com a incredulidade de muitos dada a gravidade da pandemia. Mesmo que projetada para setembro, a informação de que a feira será realizada neste ano, segue intrigando muitos gaúchos, mesmo com a declaração do governador Eduardo Leite, nesta semana, de que o evento segue no calendário e com a publicação do regimento regulador da 43ª edição. E que se realmente se concretizar será o maior presente para os 50 anos do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, completos em 2020. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o secretário da Agricultura, Covatti Filho, conta o que deve mudar para esta edição em tempos de pandemia e as razões da confiança na realização do evento.
Jornal do Comércio - A confirmação da realização da Expointer deixou muita dúvidas sobre que formato terá a feira e quando. Dentro do cenário de pandemia, o que será possível fazer?
Covatti Filho, secretário da Agricultura - A partir de reuniões com as entidades que integram a organização da feira começamos a tramitação normal da publicação do edital com o regimento, já tem processos licitatórios ocorrendo. Enfim, tudo que normalmente é necessário para a realização da Expointer. O que vamos fazer é a reavaliação da data, em parceria com a Secretaria da Saúde e comitê estadual de monitoramento da Covid. As entidades nos deram como prazo viável para que ocorra até o final de setembro, com aproximadamente um mês de adiamento, por tanto. Mas quem vai decidir é a parte técnica após vermos questões pontuais. Isso inclui em forma de entrada do público, restrições, medidores de temperatura, máscara e tudo mais. Com definições científicas e técnicas da área da Saúde, em todos os detalhes. Também vamos ver se haveria uma área internacional, neste ano. Estamos vendo se haveria condições de abrir para outras nações, por exemplo.
JC -  Poderemos então ter uma feira reduzida, em estandes e espaços, com menos atrações, ou sem algum setor?
Covatti - A princípio, todas as entidades promotoras estão dispostas, comprometidas e querendo realizar a feira. O setor de máquinas agrícolas, por exemplo, estão ansiosos por isso. Será ainda em uma época pré-plantio da Safra de Verão, em um momento interessante para a retomada do setor. Na área da genética animal é a mesma coisa.
JC - Se realmente for realizada, a Expointer será o principal momento do setor, inclusive nacional, para fazer fluírem os negócios, então?
Covatti - Sim. O setor está no pedindo empenho para fazermos o possível e realizar a feira. Será a primeira feira de agronegócio do Brasil depois do avanço da pandemia, já que a Agrishow (a maior da América Latina, que deveria ter ocorrido em maio, em Ribeirão Preto), por exemplo, foi suspensa. Algumas empresas que tinham estandes na Agrishow estão até pedindo para ampliar seus espaços aqui.
JC - E qual o prazo limite para que tudo ocorra, pensando desde questões legais e preparação efetiva das empresas para começarem suas estruturas no parque?
Covatti - Os editais e licitações devem sair no mês que vem. Em tese, temos um prazo para definição da data da feira em meados de junho. O maior problema de tempo é com a preparação dos animais para as competições, o que demanda um prazo maior. É o setor que mais necessita saber com antecedência.
JC - Mas existe o risco de, no meio do caminho, o cenário se complicar e as empresas desistirem de vir, de mandar funcionários e representantes para o evento, não?
Covatti - Não, por isso estamos fazendo todas as perspectivas, avaliando semana a semana as condições. Em final de setembro, já haverá uma estrutura e toda uma consciência maior de comportamento e da necessidades de proteção e segurança contra o coronavírus.
JC - E poderia ser um pouco mais adiante, em outubro, por exemplo?
Covatti - É difícil, porque depois já virão as feiras de animas, na Primavera, onde há atualização do rebanho e muitas comercializações. E para as máquinas também não seria viável, porque daí o produtor já está no campo, nos preparativos para a nova safra.
JC - Mas o senhor diria que é 100% certa a realização ou que há grandes chances de acontecer?
Covatti - Eu digo que tem grandes chances de ocorrer. Se me perguntar dentro do cenário que temos hoje, no atual cenário, tem 100% de confirmação de que vai ocorrer. Se me perguntar daqui a dez dias, e se os indicadores de contaminação tiverem piorado, vou dizer que ela pode ser revista, sim.
JC - Existe um limite para desistir de realizar a feira?
Covatti - Olha, faremos praticamente uma avaliação semanal sobre a feira. Até porque a prioridade do governo é a segurança dos habitantes do Rio Grande do Sul. À medida que tu fores avançando positivamente, vamos confirmando semanalmente a feira, digamos assim. Mas os estudos até o momento apontam para segurança para realizarmos a feira no final de setembro.
JC - Mas com um foco mais em negócios em menos em público? Por exemplo, sem a grande área de lazer, parque de diversão e comércio que levam ao parque milhares de pessoas que não nenhuma realização com o campo?
Covatti - Se vai ter uma feira que consideramos segura, em um clima de retomadas de crescimento de abertura de outras atividades, obviamente que o interesse do público externo pode ser até maior. Afinal, ela é uma atração também para o grande público. Mas com destaquei, todos os parâmetros e estudos de segurança estão sendo analisados para realização completa da feira.
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