Porto Alegre, segunda-feira, 18 de maio de 2020.

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TRABALHO

Alterada em 18/05 às 18h12min

Auxílio emergencial a trabalhadores faz sobrar vagas em agência de empregos

Benefício concedido tem feito candidatos desistirem de vagas de trabalho ou contratações

Benefício concedido tem feito candidatos desistirem de vagas de trabalho ou contratações


AGÊNCIA BRASÍLIA/VISUAL HUNT/DIVULGAÇÃO/JC
A possibilidade de contar com o auxílio emergencial oferecido pelo governo federal aos trabalhadores prejudicados pela pandemia da Covid-19 tem feito sobrar vagas de emprego nas agência de recrutamento. Em Porto Alegre, uma empresa chegou a registrar 15% de desistência de candidatos na disputa por uma das vagas oferecidas.
A possibilidade de contar com o auxílio emergencial oferecido pelo governo federal aos trabalhadores prejudicados pela pandemia da Covid-19 tem feito sobrar vagas de emprego nas agência de recrutamento. Em Porto Alegre, uma empresa chegou a registrar 15% de desistência de candidatos na disputa por uma das vagas oferecidas.
Segundo a agência de empregos WE CAN BR, uma das principais barreiras para o preenchimento das vagas tem sido justamente o auxílio emergencial de R$ 600,00, que faz com que os candidatos não aceitem as vagas oferecidas ou desistam das contratações. Recentemente, segundo a empresa, 15% de 196 candidatos desistiram de concorrer a uma vaga, por conta do benefício. "Temos vagas operacionais de meio-turno, com salário médio de R$ 700,00, mas as pessoas não aceitam em função do auxílio do governo", explica Flávio dos Santos, diretor-executivo da recrutadora.
Segundo ele, os candidatos às vagas argumentam que preferem receber um valor um pouco menor, sem precisar trabalhar. A dificuldade em preencher as vagas também ocorre para os trabalhos mais qualificados. Na agência, das 146 oportunidades para as mais diversas funções oferecidas no Estado, 31% delas estão em reposição, ou seja, candidatos assinaram a carteira de trabalho e desistiram da vaga logo no primeiro dia.
"As pessoas fazem entrevista de seleção, são aprovadas, às vezes fazem testes na empresa onde vão trabalhar, apresentam uma série de documentos e aí desistem. Isso gera um grande problema porque, de um lado, a empresa tem que refazer todo o processo seletivo e, de outro, o candidato fica malvisto no mercado, pois ninguém quer contratar alguém descomprometido", complementa Santos.
Em outra situação, um processo seletivo para preencher dez vagas com salário acima de R$ 2 mil para uma empresa de Porto Alegre contou com 2.545 currículos recebidos. Do total, 40 foram pré-selecionados e 15 pessoas confirmadas para a entrevista de seleção. No entanto, segundo Santos, apenas cinco candidatos compareceram. "Estamos pedindo para as pessoas que não têm interesse verdadeiro em trabalhar que não se candidatem às vagas", conclui o dirigente.
Ao todo, cerca de 50 milhões de pessoas estão inscritas no programa de concessão do benefício, pago a trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, inscritos do cadastro social do governo e no Bolsa Família.
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