Porto Alegre, quarta-feira, 13 de maio de 2020.

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INDÚSTRIA

Alterada em 13/05 às 15h04min

Exportações da indústria gaúcha registram queda de 14,7% em abril

Embarques de veículos sofreram redução, impactados pela pandemia da Covid-19

Embarques de veículos sofreram redução, impactados pela pandemia da Covid-19


LUIZA PRADO/JC
As exportações registradas pelo setor industrial do Rio Grande do Sul registraram queda de 14,7% em abril, na comparação com o mesmo período de 2019. Segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), os embarques de produtos somaram um total de US$ 760,9 milhões no mês passado.
As exportações registradas pelo setor industrial do Rio Grande do Sul registraram queda de 14,7% em abril, na comparação com o mesmo período de 2019. Segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), os embarques de produtos somaram um total de US$ 760,9 milhões no mês passado.
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A retração registrada foi a sétima consecutiva. Assim, desde outubro de 2019 as exportações do setor apresentam recuos. “A pandemia do coronavírus provocou a retração da produção e do consumo global, o que derrubou as exportações da indústria. Porém, desde o ano passado já registrávamos dificuldades por conta da crise na Argentina e desaceleração dos Estados Unidos. Por enquanto, ainda não temos como projetar quando a situação externa vai melhorar e quais os impactos dessa crise nas relações comerciais entre os países”, aponta o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.
A análise por setores mostra que, dos 23 segmentos da indústria de transformação que tiveram algum embarque em abril, 21 registraram queda sob a base de comparação mensal. Veículos automotores (-49,2%) e Couro e calçados (-49,5%) foram os que mais sofreram, seguidos de Máquinas e equipamentos (-35,5%), Tabaco (-34,5%) e Químicos (-34,3%). O menor comércio das indústrias gaúchas com a Argentina no período (-46,9%) tem maior peso na queda dos setores de Veículos automotores e Couro e calçados, e a redução do volume para os Estados Unidos (-21,8%) auxilia nesses resultados. Os segmentos de Máquinas e equipamentos e Químicos sofrem com a menor demanda por insumos por conta da redução da atividade, enquanto Tabaco ainda carrega o resultado dos embarques antecipados do final de 2019.
A queda nas vendas externas da indústria só não foi maior porque o setor de Alimentos, mais uma vez, impediu que ela fosse mais intensa. Na comparação mensal, o setor cresceu 63,9%, atingindo a 12ª variação positiva consecutiva. A China continua sendo a principal compradora, mesmo com a pandemia, com um crescimento de 286%. A Coréia do Sul também contribui para os maiores embarques do setor, pois seu rebanho foi afetado pela peste suína africana e a demanda por esse tipo de produto do RS continua forte. Os grupos de Carne de frango in natura (+26,3%) e Carne de suíno in natura (+52,9%) são responsáveis pelo desempenho do setor.
No acumulado de 2020, as exportações industriais também registraram forte recuo: atingiram US$ 3,2 bilhões, queda de 23,5% em relação ao mesmo período de 2019. O bom volume de comércio com a China no último mês, mais de 22%, permitiu que entre janeiro e abril houvesse uma pequena recuperação (-5,5%) das exportações para aquele país. Porém, em sentido contrário, os embarques para os Estados Unidos ainda sofrem no período, com -25,4%.
Tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano, o Rio Grande do Sul continua como sétimo no ranking dos estados brasileiros exportadores, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Pará.
 Embora nas importações o Estado tenha adquirido US$ 560,5 milhões em mercadorias em abril, com crescimento de 6,4% ante o mesmo mês do ano passado, no acumulado do ano comprou US$ 2,2 bilhões, uma queda de 22,3% em relação a 2019. Em abril, houve um aumento atípico nas importações dos EUA (135,1%) na comparação mensal, puxada por uma grande compra de óleos brutos de petróleo. O comércio com a China, por sua vez, sofreu a maior queda mensal do ano, de 35,5%, devido à menor demanda gaúcha no setor de Químicos.
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