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Indústria

07/05/2020 - 21h00min. Alterada em 08/05 às 18h06min

Justiça de Lajeado suspende parcialmente atividades do frigorífico Minuano

Afastamento de 50% dos funcionários foi determinada pelo prazo de 15 dias para prevenção de contaminação pelo coronavírus

Afastamento de 50% dos funcionários foi determinada pelo prazo de 15 dias para prevenção de contaminação pelo coronavírus


FL/DIVULGAÇÃO/JC
Atualizado em 08/05/2020, às 18h06min
Atualizado em 08/05/2020, às 18h06min
Em decisão da tarde desta quinta-feira, a Justiça de Lajeado determinou a suspensão parcial das operações da Minuano Alimentos, indústria frigorífica com sede no município. A medida vale durante o período de 15 dias e inclui o afastamento de 50% dos funcionários da planta da empresa, sem aproveitamento em outros locais para evitar aglomerações.
A iniciativa foi baseada em pedido do Ministério Público (MP) estadual, a partir de uma inspeção sanitária realizada na empresa.
Apesar de medidas de prevenção à Covid-19, como mudança de escalas de trabalho e adoção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), terem sido tomadas pela Minuano, a vistoria dos órgãos de saúde municipal e estadual tomou como “negativas ou insuficientes” medidas como a “apresentação de dados epidemiológicos referentes à empresa; não observância do distanciamento mínimo na produção; falta de higienização nas meses do refeitório entre a utilização de uma pessoa e outra; registros de temperatura corporal com anotações que indicaram desconformidade com a realidade (28º C, 33º C e 34ºC ).
Na decisão, o juiz Marcelo da Silva Carvalho, da 1ª Vara Cível, também salienta que a inspeção constatou o uso de máscaras em desconformidade com normas técnicas, bem como a falta do uso regular de EPIs em áreas com aglomeração e a “falta de higiene regular das mãos”.
Cerca de 11 funcionários da empresa foram contaminados pelo novo coronavírus e desenvolveram sintomas de Covid-19, dos quais oito se curaram, segundo o juiz.
A empresa tem um prazo de 36 horas a partir da decisão upara começar a cumprir a medida, além de ter cinco dias para corrigir as inconformidades apontadas pela vistoria.
Por fim, a decisão informa que, se os índices de contaminação diminuírem nos próximos 15 dias ou antes deste prazo, a medida de afastamento funcional poderá ser revista.
Na tarde desta sexta-feira (8), a empresa emitiu nota em que "recebe com preocupação a decisão, em virtude das consequências que esta causará a toda cadeia produtiva, desde integrados, serviços de incubação de ovos, alojamento de aves, produção de ração, recursos hídricos, capacidade ambiental e vida, sanidade e bem estar de milhões de aves", e defende que "está seguindo com todas as medidas de segurança e saúde das pessoas que circulam pela nossa planta".
 
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