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mercado financeiro

- Publicada em 17h16min, 07/05/2020. Alterada em 17h16min, 07/05/2020.

Petróleo fecha em queda com desemprego nos EUA e dúvidas sobre cortes

O petróleo WTI para julho, o mais líquido agora, fechou em queda de 3,08%, a US$ 24,83 o barril, na Nymex

O petróleo WTI para julho, o mais líquido agora, fechou em queda de 3,08%, a US$ 24,83 o barril, na Nymex


JOÃO PAULO CEGLISK/DIVULGAÇÃO/JC
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira (7), em dia de projeções bem alarmantes para a economia americana diante dos dados de desemprego, divulgados nesta quinta-feira (7), e expectativa para a folha de pagamentos (payroll) de na sexta-feira que pode atingir 20 milhões de postos de trabalho, devido ao isolamento social necessário para conter a covid-19. Com isso, a queda na demanda por petróleo continua a se refletir nos preços, diante do excesso de oferta e de dúvidas sobre cortes na produção.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira (7), em dia de projeções bem alarmantes para a economia americana diante dos dados de desemprego, divulgados nesta quinta-feira (7), e expectativa para a folha de pagamentos (payroll) de na sexta-feira que pode atingir 20 milhões de postos de trabalho, devido ao isolamento social necessário para conter a covid-19. Com isso, a queda na demanda por petróleo continua a se refletir nos preços, diante do excesso de oferta e de dúvidas sobre cortes na produção.
O petróleo WTI para julho, o mais líquido agora, fechou em queda de 3,08%, a US$ 24,83 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). No contrato de junho do WTI, houve baixa de 1,83%, a US$ 23,55 o barril. O Brent para julho registrou menor queda, de 0,87%, a US$ 29,46 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Mesmo com a reabertura de Estados americanos e outras economias, como China e Europa, analistas apontam que a retomada será lenta. A Stifel alerta para o tamanho do desemprego provocado pelo isolamento. "Uma das maiores preocupações é que muitos dos empregos perdidos como resultado da pandemia não retornarão no curto prazo, se é que em algum momento isso ocorrerá. Afinal, 25% das pequenas empresas relatam que já fecharam suas portas permanentemente e apenas 40% esperam continuar abertas no final do ano", alerta a instituição.
Além disso, em meio a um ambiente em mudança "hiper focado no risco de exposição ao coronavírus e distanciamento social, muitas empresas reabrem em uma capacidade reduzida, limitando o número de compradores ou clientes", cenário desestimulante para o mercado de petróleo.
Já o analista do Commerzbank, Eugen Weinberg, aponta outro fator para queda nos preços, como "relatos do Iraque" - segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo(Opep) - de que o país não poderá, no futuro próximo, cumprir sua promessa de reduzir a produção em cerca de 1,1 milhão de barris por dia.
"O Iraque afirmou que, mesmo que a produção fosse reduzida consideravelmente em sua empresa estatal de petróleo, isso não seria tão simples nos campos operados por empresas internacionais. A Saudi Aramco provavelmente levará isso em consideração ao definir seus preços de venda em junho, cujo anúncio foi adiado mais uma vez. É provável que o foco esteja nos descontos para remessas para a Ásia, em particular", afirma Weiberg.
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