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aviação

Notícia da edição impressa de 05/05/2020. Alterada em 05/05 às 03h00min

Medidas anti-Covid-19 devem aumentar tarifas aéreas

Ordem nas empresas é aumentar distância entre passageiros

Ordem nas empresas é aumentar distância entre passageiros


/MLADEN ANTONOV/AFP/JC
Novos protocolos de companhias aéreas para tentar barrar a propagação do coronavírus podem ter impacto no preço das passagens pós-pandemia. Com menos demanda, muitas empresas já reduziram o número de assentos nos voos, para diminuir o risco de contágio. As companhias também reforçaram medidas de limpeza.
Novos protocolos de companhias aéreas para tentar barrar a propagação do coronavírus podem ter impacto no preço das passagens pós-pandemia. Com menos demanda, muitas empresas já reduziram o número de assentos nos voos, para diminuir o risco de contágio. As companhias também reforçaram medidas de limpeza.
A Delta está bloqueando as poltronas do meio da aeronave, e o embarque, agora, começa pelos assentos do fundo, para reduzir o contato entre os passageiros nessa etapa da viagem. Johan Lundgren, diretor-executivo da companhia aérea de baixo custo EasyJet, disse que, quando a empresa voltar a operar, também poderá deixar os assentos do meio bloqueados.
Na Lufthansa, na Air France e na KLM, os comissários tentam manter os viajantes o mais separados possível, de acordo com o que permite a ocupação da aeronave.
Para Alessandro Oliveira, economista e professor do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), essas medidas funcionam durante a pandemia, quando o número de pessoas nos aviões é mais baixo que o normal.
Mas uma menor quantidade de pessoas a bordo representa menos receita para as empresas. Ou seja, seria uma medida custosa, caso seja necessário mantê-la depois da pandemia. "A tendência é que voar fique mais difícil e mais caro por um bom tempo", avisa Oliveira.
Na semana passada, o diretor da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), Alexandre de Juniac, afirmou que a redução na capacidade de transporte dos passageiros iria aumentar em 50% o preço das passagens aéreas, o que representaria o fim da era das viagens baratas.
Além das restrições na quantidade de passageiros, as companhias estão adotando outras medidas para tentar tornar o transporte mais seguro.
A Lufthansa, a Air France e a KLM tornaram obrigatório o uso de máscaras pelo passageiros durante todo o voo. A Azul também pede que os passageiros usem a proteção no rosto, que pode ser a máscara ou um lenço.
Há, ainda, a aplicação de testes rápidos do coronavírus antes do embarque em alguns voos, feita pela Emirates, a simplificação da alimentação a bordo, dando preferência para comidas já embaladas, e o reforço na limpeza da aeronave, as duas últimas adotadas por grande parte das companhias aéreas.
Uma limpeza mais pesada de toda a cabine - incluindo mesas dobráveis, encostos para os braços, cintos e poltronas - representa um intervalo maior entre o pouso e a decolagem. Faz parte do modelo de operação das companhias aéreas, e principalmente daquelas de baixo custo, a redução desse intervalo, para que cada aeronave opere o máximo de voos.
Os turistas, além de terem a renda afetada por causa da crise, ainda podem ter menos tempo disponível para viajar depois da quarentena, porque muitas empresas estão debitando férias e folgas agora. Com muitos voos e poucos passageiros, as companhias farão promoções para tentar aumentar a taxa de ocupação, enquanto não se recuperam plenamente.
 
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