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- Publicada em 18h47min, 27/04/2020.

Juros longos reduzem ritmo de queda e taxas curtas fecham em alta

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967
 Publicado em 13/04/2020 11:26
 Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
 Local: Brasília-DF

Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967 Publicado em 13/04/2020 11:26 Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil Local: Brasília-DF


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
Esta segunda-feira (27) terminou bem pior do que começou para o mercado de juros. A queda firme das taxas vista pela manhã na ponta longa perdeu força à tarde e as curtas, que também cediam na primeira etapa, passaram a subir.
Esta segunda-feira (27) terminou bem pior do que começou para o mercado de juros. A queda firme das taxas vista pela manhã na ponta longa perdeu força à tarde e as curtas, que também cediam na primeira etapa, passaram a subir.
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O movimento coincidiu com o aumento da pressão sobre o câmbio que, mesmo com as sucessivas intervenções do Banco Central e com desagravo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao ministro da Economia, Paulo Guedes, passou boa parte da tarde rondando os R$ 5,70. É consenso que embora os ruídos políticos hoje tenham dado alguma trégua, o mercado está muito fragilizado.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, que de manhã voltava a oscilar abaixo de 3%, fechou em 3,200%, de 3,117% na sexta-feira (24), e a do DI para janeiro de 2022 subiu de 4,101% para 4,22%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 8,46%, de 8,593%.
Após o estresse que catapultou as taxas na sexta, nesta segunda de manhã a curva experimentava grande alívio, mas ainda assim a devolução de prêmios ia num ritmo bem menos intenso do que a alta na sessão anterior. "A inclinação segue muito elevada, as taxas não devolveram quase nada do aumento dos prêmios", observou o operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno.
A melhora decorreu do discurso conjunto do presidente Jair Bolsonaro e de seus ministros, em resposta às críticas de que o governo estaria rachando após a saída de Sérgio Moro, e que Paulo Guedes poderia ser o próximo. "O homem que decide economia no Brasil é um só, chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir", disse Bolsonaro.
O economista-chefe para América Latina do banco IG, Gustavo Rangel, avalia ser essencial a manutenção de Guedes caso Bolsonaro queira preservar a âncora fiscal de seu governo. Para ele, a fala de Bolsonaro sobre Guedes, assim como a sinalização de que não haverá processo de impeachment neste momento, dada hoje pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sugerem que o episódio de saída de Moro não deve ter efeito imediato sobre a política econômica.
"O efeito político ainda é incerto", disse. Em entrevista, Maia defendeu ainda a permanência do economista no governo. "Tive alguns conflitos com ele nas últimas semanas, mas isso não me coloca aqui apenas para criticá-lo, ele tem credibilidade", disse.
No começo da tarde, a virada do dólar para cima esfriou o ajuste de baixa na curva longa e colocou a ponta curta em alta. A moeda no segmento à vista tinha ganho firme no fechamento sessão regular do DI, tendo renovado máximas até R$ 5,7258, o que obrigou o BC a lançar sua quarta intervenção do dia no fim da tarde. Com isso, a moeda acabou fechando quase estável, a R$ 5,6596 (-0,03%).
Na curva de juros, as apostas para a Selic ficaram mais conservadoras. Segundo o Haitong Banco de Investimentos, a curva precificava para o Copom de maio 42 pontos-base de corte para a taxa básica, ou seja, 70% de chance de queda de 0,5 ponto porcentual e 30% de probabilidade de redução de 0,25 ponto.
Agência Estado
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