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Mercado financeiro

- Publicada em 10h07min, 20/04/2020.

Dólar sobe com aversão ao risco no exterior e acirramento da crise política local

Feriado de Tiradentes tende a reduzir liquidez nos mercados

Feriado de Tiradentes tende a reduzir liquidez nos mercados


FREEPIK/REPRODUÇÃO/JC
O dólar opera em alta no mercado local nesta segunda-feira (20) diante da piora da crise política e do dólar forte no exterior em meio à queda do petróleo, que derruba as bolsas globais e o Ibovespa Futuro. O feriado de Tiradentes desta terça no País tende a reduzir a liquidez nos mercados. Na sexta-feira (18), o dólar caiu após o Banco Central vender US$ 500 milhões em oferta nova de swap cambial.
O dólar opera em alta no mercado local nesta segunda-feira (20) diante da piora da crise política e do dólar forte no exterior em meio à queda do petróleo, que derruba as bolsas globais e o Ibovespa Futuro. O feriado de Tiradentes desta terça no País tende a reduzir a liquidez nos mercados. Na sexta-feira (18), o dólar caiu após o Banco Central vender US$ 500 milhões em oferta nova de swap cambial.
Às 10h06min desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,72%, a R$ 5,2743. O dólar futuro de maio avançava a R$ 5,2875, alta de 0,88%, nesta manhã.
Mais cedo, o petróleo perdia mais de 10% em Nova York, enquanto o barril do Brent caía quase 6%em meio a preocupações recorrentes com a demanda global fraca pelos impactos da pandemia de covid-19.
Já o mercado local segue rebaixando suas expectativas para economia, inflação e juros, e aumentando para câmbio. Na Focus divulgado mais cedo, o mercado revisou as projeções para PIB de 2020 de queda de 1,96% para 2,96%. O IPCA deste ano passou de alta de 2,52% para 2,23%. A Selic no fim de 2020 caiu de 3,25% para 3,00% ao ano. A estimativa para o câmbio subiu de R$ 4,60 para R$ 4,80 este ano.
A incerteza sobre a pauta do Congresso Nacional aumenta depois de novos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ao Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro pregou o fim da "patifaria" em ato que reuniu no domingo manifestantes favoráveis a um novo AI-5, com volta da ditadura, em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, no Dia do Exército.
"Nós não queremos negociar nada.(...) Agora é o povo no poder", gritava o mandatário ao público presente. A atitude de Bolsonaro gerou protestos entre parlamentares, governadores e no Judiciário. Governadores divulgaram uma carta de apoio a Maia e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Juízes avisaram que "não admitirão retrocesso institucional" e os militares também reprovaram a participação de Bolsonaro em ato antidemocrático
Na agenda desta segunda estaria a Medida Provisória do contrato Verde e Amarelo, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sinalizou que deve deixar a MP fora da pauta, permitindo que o texto caduque nesta Segunda-feira.
Se a MP caducar ou for rejeitada, o governo não poderá reeditar uma medida provisória sobre o mesma tema este ano. A saída seria o governo reeditar a MP até terça-feira. Além disso, o Orçamento de Guerra, que prevê a possibilidade de compra de ativos pelo Banco Central, foi aprovado em dois turnos no Senado com mudanças, o que fez o texto voltar à Câmara e resta saber como ficará a votação em meio a tanta tensão.
Investidores repercutem ainda declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista ao SBT no domingo à noite. A preocupação de Campos Neto com a deterioração fiscal em meio às medidas de estímulo por causa da pandemia de coronavírus pode reduzir as apostas de um corte maior da Selic, o que apoia um viés de alta às taxas.
Para o câmbio, quanto menor o corte da Selic, melhor para o diferencial de juros interno e externo, ou seja, não achataria tanto esse diferencial, que costuma ser um parâmetro para a atração de capitais de investidores estrangeiros.
Agência Estado
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