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Trabalho

- Publicada em 09h23min, 13/04/2020. Atualizada em 10h33min, 13/04/2020.

Quase metade dos trabalhadores gaúchos pode sofrer impactos da Covid-19

Mesmo com a opção de migrar para e-commerce, isolamento representa perdas importantes

Mesmo com a opção de migrar para e-commerce, isolamento representa perdas importantes


MARCO QUINTANA/JC
Os impactos das medidas de isolamento social necessárias para conter o avanço da Covid-19 devem afetar mais de 2,6 milhões de gaúchos, que formam as categorias consideradas economicamente mais vulneráveis. Este contingente representa cerca de 43% da força de trabalho do Rio Grande do Sul e inclui 86 mil empregados informais, 144 mil desocupados e 129 mil autônomos. A estimativa é de que 598 mil pessoas estariam aptas, pelos ganhos que tinham antes da pandemia, a receber as três parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 por mês do governo federal.
Os impactos das medidas de isolamento social necessárias para conter o avanço da Covid-19 devem afetar mais de 2,6 milhões de gaúchos, que formam as categorias consideradas economicamente mais vulneráveis. Este contingente representa cerca de 43% da força de trabalho do Rio Grande do Sul e inclui 86 mil empregados informais, 144 mil desocupados e 129 mil autônomos. A estimativa é de que 598 mil pessoas estariam aptas, pelos ganhos que tinham antes da pandemia, a receber as três parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 por mês do governo federal.
 
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As projeções fazem parte de um estudo elaborado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) com o propósito de monitorar os efeitos do vírus sobre a atividade econômica no Rio Grande do Sul e oferecer subsídios às decisões do governo do Estado. Todos os cenários considerados são de uma realidade de pré-crise do coronavírus e é cedo para dimensionar o tamanho do impacto sobre as pessoas mais vulneráveis.
Segundo o levantamento realizado por pesquisadores do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Seplag, a ajuda da União compensaria entre 30% e 60% do rendimento mediano dos trabalhadores informais no Estado, já que a menor média salarial (R$ 1 mil) é a de autônomos que não contribuem para a Previdência e empregados sem carteira assinada.
Ainda de acordo com o estudo, além dos 239 mil beneficiários do bolsa-família, outros 359 mil gaúchos poderão atender os requisitos que ficaram estabelecidos no programa federal, entre eles ser maior de 18 anos e renda domiciliar per capita de até meio salário-mínimo. Antes da pandemia, a força de trabalho do Rio Grande do Sul estava no seu maior patamar desde o início da série histórica, em 2012, contando com 6,169 milhões de pessoas (64,6% da população). “Todos os indicadores nos mostram que a economia gaúcha vinha em uma linha de recuperação da forte recessão que o País sofreu partir de 2015, mas que agora terá um forte revés por conta dessa situação que vem abalando todos os centros econômicos do mundo”, avalia a secretária de Planejamento, Leany Lemos, que coordena o Comitê de Análise de Dados sobre os impactos e os principais desafios diante da pandemia, que tem norteado o governo nas ações prioritárias em diferentes áreas.
O estudo da DEE também buscou informações sobre a faixa da população com mais de 60 anos de idade, considerada a de maior risco para a Covid-19. Entre os idosos, a maioria integrante da força de trabalho é formada por homens (35,2%) frente a 17,6% de pessoas do sexo feminino. Dentre as pequenas empresas em atividade no Estado (212.450 estabelecimentos) 68% estão no regime de tributação do Simples Nacional, sendo responsável por um terço dos empregos formais. Para 71% das empresas do Simples o número de funcionários ocupa entre um a quatro postos de trabalho. A atividade de comércio representa 45% das empresas. Mesmo com a alternativa de migrar para as vendas pela internet (e-commerce), o isolamento imposto pela quarentena representa perdas importantes, destaca o levantamento.
O governo ainda deve avaliar quais serão os efeitos da crise para as grandes empresas e naqueles não classificados como economicamente vulneráveis, bem como a evolução das demissões (pedidos de seguro-desemprego) por região e como irá se comportar a adesão aos programas de auxílio do governo federal.
 
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