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mercado financeiro

25/03/2020 - 12h01min. Alterada em 25/03 às 12h01min

B3 mantém-se na faixa dos 70 mil pontos

Mesmo com instabilidade política interna, cenário externo anima investidores

Mesmo com instabilidade política interna, cenário externo anima investidores


ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOLHAPRESS/JC
A despeito dos ruídos políticos, o Ibovespa segue acompanhando as bolsas norte-americanas, que confirmaram abertura em alta na manhã desta quarta-feira (25) O impulso reflete a aprovação do pacote de quase US$ 2 trilhões de ajuda dos Estados Unidos para a economia do país para combater as influências negativas do coronavírus.
A despeito dos ruídos políticos, o Ibovespa segue acompanhando as bolsas norte-americanas, que confirmaram abertura em alta na manhã desta quarta-feira (25) O impulso reflete a aprovação do pacote de quase US$ 2 trilhões de ajuda dos Estados Unidos para a economia do país para combater as influências negativas do coronavírus.
Diante dessa instabilidade política e após o forte ganho do Ibovespa ontem (9,69%), operadores não descartam sobe-e-desce ainda hoje. Depois de atingir a máxima aos 71.672,92 pontos, às 12h, o índice operava aos 71.777 pontos, em alta de 2,94%.
A alta do mercado acionário norte-americano ainda reflete o dado de bens duráveis melhor que o esperado, a despeito de ainda não levar em consideração os impactos do vírus. As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 1,2% na passagem de janeiro para fevereiro, superando expectativas de economistas, que esperavam queda de 0,5%.
A valorização do Ibovespa na faixa dos 70 mil pontos ocorre apesar das palavras contrárias do presidente Jair Bolsonaro, na noite de terça-feira em cadeia nacional, e reforçadas na manhã desta quarta.
Boa parte do discurso de Bolsonaro, cita em nota a MCM Consultores, foi dedicada a criticar a imprensa por "espalhar o pavor" do novo coronavírus no País. O discurso foi criticado pela classe política, pelos presidentes das duas casas do Congresso e por vários governadores. "Aumentará ainda mais o desgaste junto às faixas da população com alta renda e maior grau de instrução", avalia a MCM, elevando ainda mais o seu desgaste na condução da crise. "O discurso presidencial contribui para manter o ambiente político doméstico sob tensão", cita, acrescentando que desmentidos da saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, podem contribuir para limitar eventuais perdas nos mercados internos.
A despeito de considerar o pronunciamento desfavorável neste momento, George Sales, professor de Finanças do Ibmec SP, avalia que isso não deve ser decisivo nos mercados, tampouco nas decisões de autoridades de Estados e municípios. "O Supremo já decidiu que os Estados podem conduzir suas medidas preventivas, independentemente do governo federal", avalia. "É claro que o investidor olha pra isso, mas acredito que seja mais uma bravata, e que as medidas já estão sendo tomadas, como linhas de crédito. É mais uma questão política", avalia.
E não parou por ai. Nesta quarta-feira, o presidente se reuniu de forma virtual com quatro governadores do Sudeste, e o tom não foi ameno. Na reunião, o governador de São Paulo, João Doria (PSB), disse ao presidente da República que ele deveria "dar exemplo ao País, e não dividir a nação em tempos de pandemia".
Bolsonaro também reclamou que Doria teria se apoderado do nome dele nas eleições de 2018 e depois "virou as costas" como fez todo mundo, enquanto o governador paulista disse que "sem diálogo não venceremos a pior crise de saúde pública da história de nosso País."