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Mercado financeiro

Alterada em 20/03 às 19h20min

Bolsa fecha em baixa e cede 18,88% na semana, a pior desde 10 de outubro de 2008

Nesta sexta-feira, o principal índice da B3 fechou em baixa de 1,85%, a 67.069,36 pontos

Nesta sexta-feira, o principal índice da B3 fechou em baixa de 1,85%, a 67.069,36 pontos


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
O Ibovespa ensaiava mais cedo fechar a última sessão da semana com ganhos, ainda que moderados, mas se firmou em terreno negativo com a fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), na qual expressou visão clara - e dramática - sobre o que pode acontecer nas próximas semanas e meses em meio à circulação do coronavírus pelo País. A exemplo de países muito atingidos pela epidemia, como a Itália, as preocupações econômicas vão dando lugar às sanitárias e de saúde pública. Ainda assim, a perdas aqui foram mais moderadas do que as de Nova York, por lá na faixa de 3,7% a 4,5% no encerramento da sessão, após o governador de Nova York, Andrew Cuomo, ter determinado que a população fique em casa e que atividades não essenciais sejam suspensas.
O Ibovespa ensaiava mais cedo fechar a última sessão da semana com ganhos, ainda que moderados, mas se firmou em terreno negativo com a fala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), na qual expressou visão clara - e dramática - sobre o que pode acontecer nas próximas semanas e meses em meio à circulação do coronavírus pelo País. A exemplo de países muito atingidos pela epidemia, como a Itália, as preocupações econômicas vão dando lugar às sanitárias e de saúde pública. Ainda assim, a perdas aqui foram mais moderadas do que as de Nova York, por lá na faixa de 3,7% a 4,5% no encerramento da sessão, após o governador de Nova York, Andrew Cuomo, ter determinado que a população fique em casa e que atividades não essenciais sejam suspensas.
Nesta sexta-feira (20), o principal índice da B3 fechou em baixa de 1,85%, a 67.069,36 pontos, permanecendo nas últimas três sessões em torno dos menores níveis desde agosto de 2017. Na sessão, oscilou entre mínima de 66.120,06 e máxima de 72.247,43 pontos, uma variação pouco acima de 6 mil pontos entre o piso e o cume do dia, tendo superado 11 mil pontos na sexta-feira passada. O giro financeiro totalizou R$ 33,3 bilhões na sessão. No mês, o índice cede agora 35,62% e perde 42,00% no ano.
Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 18,88%, após ter cedido 15,63% na anterior, que já havia sido a pior desde outubro de 2008, quando o Ibovespa acumulou perda de 20,01% na semana até o dia 10 daquele mês, em meio à crise global. Assim, a semana que chega ao fim hoje foi a quinta de perdas consecutivas para o principal índice da B3: o último ganho foi o do período até 14 de fevereiro, de 0,54%, após ter ficado estável (+0,01%) na semana anterior, até 7 de fevereiro, tendo renovado máxima histórica de fechamento em 23 de janeiro, aos 119.527,63 pontos.
Hoje, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse esperar que a curva de elevação do vírus - de propagação "muito competente" - deve ainda se iniciar nos próximos 10 dias, com avanço rápido entre abril e junho e queda da curva de infecção apenas em setembro. "Estamos em todos os Estados com crescimento igual e isso nos preocupa", observou o ministro. Mandetta prevê também que "claramente em final de abril nosso sistema de saúde entre em colapso". "O colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar (nos hospitais)", acrescentou.
"Os mercados estão ainda emocionais, as precificações perderam o sentido", diz o estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua. "Iniciativas do Fed e do Banco da Inglaterra, entre outros, de corte de juros e injeção de liquidez, foram em boa parte ignoradas, e quando o BC da China decide manter os juros, de curto e longo prazo, a interpretação é positiva, de que as coisas por lá não estão tão ruins, o que ajudava mais cedo os mercados nesta sexta-feira", acrescenta. "Acompanhar a curva de evolução da doença é algo realmente muito importante no momento, para ver se guardará alguma similaridade com o que ocorreu na China. Até lá, não importa muito o que os BCs venham a fazer, o nervosismo a e a volatilidade vão persistir", conclui o estrategista da Levante.
Contato: luis.leal@estadao.com