Porto Alegre, quinta-feira, 19 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

Alterada em 19/03 às 08h05min

Bolsas asiáticas têm mais um dia de quedas, apesar de múltiplos estímulos

Bolsas no continente asiático seguem em queda apesar de tentativas para frear crise

Bolsas no continente asiático seguem em queda apesar de tentativas para frear crise


FRED DUFOUR/AFP/JC
As bolsas asiáticas tiveram mais um pregão de quedas nesta quinta-feira (19), à medida que o impacto econômico do novo coronavírus continua pesando no sentimento dos investidores, apesar de múltiplos anúncios de estímulos por bancos centrais e governos.
As bolsas asiáticas tiveram mais um pregão de quedas nesta quinta-feira (19), à medida que o impacto econômico do novo coronavírus continua pesando no sentimento dos investidores, apesar de múltiplos anúncios de estímulos por bancos centrais e governos.
O Nikkei caiu 1,04% em Tóquio, a 16.552,83 pontos, renovando mínima desde novembro de 2016. Apenas o SoftBank Group despencou 17%, em meio a preocupações sobre o valor de seus investimentos, respondendo por dois terços da baixa do índice japonês.
Mas foi o sul-coreano Kospi que liderou as perdas na Ásia, com um tombo de 8,39% em Seul, a 1.457,64 pontos, seu menor nível desde julho de 2009.
Na China continental, os mercados fecharam sem direção única, após uma sessão volátil. O Xangai Composto recuou 0,98%, a 2.702,13 pontos, seu menor patamar em 13 meses, mas o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,28%, a 1.682,93 pontos.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 2,61%, a 21.709,13 pontos, tocando o menor nível em mais de três anos, e o Taiex apresentou queda ainda mais expressiva em Taiwan, de 5,83%, a 8.681,34 pontos.
O mau humor prevalece na Ásia, apesar de pacotes de estímulos e outras medidas anunciadas por governos e bancos centrais nos últimos dias, numa tentativa de mitigar os efeitos adversos da pandemia de coronavírus.
Nessa quarta-feira à noite, o BCE decidiu lançar um novo programa de compra de ativos, no valor de 750 de bilhões de euros, seguindo os passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que no último domingo (15) não apenas prometeu comprar mais ativos, como também cortou sua principal taxa de juros em 1 ponto porcentual. Nesta semana, o governo americano também anunciou planos para estímulos fiscais da ordem de US$ 1 trilhão.
Nesta quinta, o BC australiano (RBA) reduziu seu juro básico em caráter emergencial, de 0,50% para 0,25%, e informou que vai iniciar um programa de compra de bônus a partir de amanhã. Principal índice acionário da Oceania, o australiano S&P/ASX 200 ignorou os esforços do RBA e caiu 3,44% em Sydney, fechando a 4.782,90 pontos.
Outros BCs asiáticos menores também cortaram juros. Nas Filipinas, o juro básico foi reduzido em 0,50 ponto porcentual, a 3,25%. Já na Indonésia, o ajuste para baixo foi mais modesto, de 0,25 ponto, a 4,50%.