Porto Alegre, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

Alterada em 18/03 às 14h07min

Bolsas da Europa fecham em queda por coronavírus, mesmo com estímulos

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 3,96%, aos 279,48 pontos

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 3,96%, aos 279,48 pontos


JONATHAN HECKLER/JC
As bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta quarta-feira (18), revertendo ganhos do pregão anterior, com a prevalência do pânico em torno da disseminação do coronavírus e seus impactos econômicos. Nem mesmo anúncios de estímulos econômicos de governos da região foram suficientes para melhorar o humor, com investidores monitorando a disseminação do coronavírus e seus impactos, em dia também de indicadores importantes.
As bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta quarta-feira (18), revertendo ganhos do pregão anterior, com a prevalência do pânico em torno da disseminação do coronavírus e seus impactos econômicos. Nem mesmo anúncios de estímulos econômicos de governos da região foram suficientes para melhorar o humor, com investidores monitorando a disseminação do coronavírus e seus impactos, em dia também de indicadores importantes.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 3,96%, aos 279,48 pontos.
A manhã foi de aversão a risco diante da possibilidade de uma recessão global em meio à pandemia de Covid-19. "A crise econômica na zona do euro ameaça cada vez mais desencadear uma crise mais ampla do setor financeiro. A fim de evitar os riscos para o setor bancário, o Banco Central Europeu (BCE) precisará fornecer um apoio inequívoco aos títulos soberanos, permitindo que os governos emitam tanta dívida quanto necessário", defende a Capital Economics.
Os sinais dos bancos centrais, de fato, estiveram em foco. Membro do conselho do BCE, Robert Holzmann avaliou que é preciso haver medidas fiscais para conter a crise, mas sua fala foi interpretada como sinal de que não há muito mais munição para os BCs, o que gerou mais turbulência nos mercados e fez Holzmann voltar a se pronunciar, dizendo que a caixa de ferramentas monetárias está "bem equipada" e que a política monetária não atingiu seus limites, contradizendo declaração anterior.
Seja como for, a fuga do mercado acionário derrubou papéis de empresas mundo afora. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, liderou as perdas na Europa, fechando em queda de 5,94%, aos 3.754,84 pontos, com as ações do Airbus Group em queda de 22,17% e as da Peugeot, de 13,09%. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 4,05%, aos 5.080,58 pontos.
A menor perda se deu na Itália, cujo índice FTSE MIB encerrou o pregão com baixa de 1,27%, aos 15.120,48 pontos, após oscilações no campo positivo. O mau humor foi arrefecido pela notícia de que o Banco da Itália intervirá no mercado de bônus soberanos, como forma de enfrentar volatilidade. As ações da Fiat cederam 10,85%. Já o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, caiu 5,56%, a 8.441,71 pontos.
O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou com perda de 3,44%, a 6.274,80 pontos, enquanto o PSI 20, da Bolsa de Lisboa. cedeu 5,03%, a 3.641,80 pontos.