Porto Alegre, terça-feira, 17 de março de 2020.
Dia Internacional da Marinha. Dia de São Patrício.

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mercado financeiro

Alterada em 17/03 às 14h26min

Bolsas da Europa fecham em alta, com Madri em destaque após pacote da Espanha

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 2,26%, em 291,07 pontos

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 2,26%, em 291,07 pontos


JONATHAN HECKLER/JC
As bolsas da Europa fecharam com ganhos nesta terça-feira (17), ganhando força ao longo do pregão. Após algumas horas de volatilidade, com algumas das praças alternando-se entre altas e baixas, os índices se fortaleceram após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciar uma ferramenta de financiamento, enquanto em Madri houve ainda mais impulso, depois de o governo da Espanha anunciar um pacote bilionário para contrabalançar os efeitos deletérios do coronavírus na economia.
As bolsas da Europa fecharam com ganhos nesta terça-feira (17), ganhando força ao longo do pregão. Após algumas horas de volatilidade, com algumas das praças alternando-se entre altas e baixas, os índices se fortaleceram após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciar uma ferramenta de financiamento, enquanto em Madri houve ainda mais impulso, depois de o governo da Espanha anunciar um pacote bilionário para contrabalançar os efeitos deletérios do coronavírus na economia.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 2,26%, em 291,07 pontos.
As bolsas vieram de uma segunda-feira bastante negativa, mas não mostraram grande impulso para se recuperar, nas primeiras horas do pregão. As incertezas com a disseminação do coronavírus e seus impactos continuaram a influenciar.
Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas caiu a -49,5 em março, bem abaixo da previsão de -30 dos economistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Após o dado, a Capital Economics afirmou ser provável que o quadro piore no segundo trimestre, o que aponta para uma contração econômica no país. Na mesma linha, o ING disse que o impacto econômico do vírus e as turbulências nos mercados financeiros tornam inevitável uma recessão técnica na maior economia do continente.
Mais para a reta final do pregão europeu, o Fed anunciou um instrumento de financiamento de "commercial paper", com US$ 10 bilhões do Tesouro americano, para apoiar o fluxo de crédito para pessoas físicas e empresas. O sinal do BC dos EUA apoiou os índices acionários dos dois lados do Atlântico.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 2,79%, em 5.294,90 pontos. A praça local informou que não planeja suspender negócios, mesmo com a volatilidade e as fortes ondas de vendas por causa da pandemia de coronavírus, ressaltando a importância de seguir operando para apoiar as companhias.
Em Frankfurt, o índice DAX avançou 2,25%, a 8.939,10 pontos. Volkswagen subiu 1,74%, mesmo após anunciar que se prepara para interromper a produção temporariamente na maior parte de suas fábricas europeias, diante da disseminação da pandemia no continente.
Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 fechou com ganho de 2,84%, a 3.991,78 pontos. No setor de energia, Total subiu 3,35% na praça francesa.
Em Milão, o índice FTSE MIB fechou em alta de 2,23%, a 15.314,77 pontos. Intesa Sanpaolo subiu 3,46% e Banco BPM, 6,89%, enquanto no setor de energia Eni teve alta de 5,76%.
O índice IBEX 35, da Bolsa de Madri, se destacou com alta de 6,41%, a 6.498,50 pontos. Ele se fortaleceu após o governo do premiê Pedro Sánchez anunciar um pacote de 200 bilhões de euros para conter os impactos econômicos do coronavírus. A ação do Santander se destacou, em alta de 7,78%, enquanto Iberdrola também mostrou força, com ganho de 10,08%.
Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou com ganho de 4,49%, a 3.834,87 pontos.