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Finanças

- Publicada em 10h21min, 09/03/2020.

Número de endividados diminui no Rio Grande do Sul

Gastos de início de ano, como impostos e material escolar, comprometem o orçamento familiar

Gastos de início de ano, como impostos e material escolar, comprometem o orçamento familiar


MARCO QUINTANA/JC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic-RS) de fevereiro, divulgada nesta segunda-feira (9) pela Fecomércio-RS, mostrou nova redução na margem do percentual de endividados no Rio Grande do Sul, registrando 63,6% do total dos entrevistados, ante 65,1% em janeiro.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic-RS) de fevereiro, divulgada nesta segunda-feira (9) pela Fecomércio-RS, mostrou nova redução na margem do percentual de endividados no Rio Grande do Sul, registrando 63,6% do total dos entrevistados, ante 65,1% em janeiro.
Em relação aos dois indicadores que apontam para a dificuldade de as famílias quitarem suas dívidas, a pesquisa mostrou interrupção nas altas nesses indicadores. O percentual de famílias com contas em atraso passou de 29% em janeiro para 28,8% em fevereiro, interrompendo a alta que acontecia desde março do ano passado. O percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas, por sua vez, caiu de 13,5% no mês passado para 12,8% em fevereiro, após 10 meses de altas mensais consecutivas.
Ambos resultados refletiram melhora nos indicadores das famílias com menos de 10 salários-mínimos. "A Peic-RS tem nos mostrado que ao longo do último ano houve uma mudança no perfil de endividamento das famílias, com algumas evitando contrair dívidas, o que ajuda a explicar as baixas sucessivas no percentual de endividados, mas outra parte aumentando o nível de endividamento, contribuindo para os níveis mais altos de famílias com dificuldades de quitar suas dívidas em relação ao ano anterior", comenta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Ele acredita que, depois de passado o período em que as contas do começo do ano (IPTU, IPVA e materiais escolares) se acumulam e pressionam o orçamento das famílias, o quadro possa melhorar. "Esperamos que os resultados dos próximos meses possam indicar uma melhora no quadro de inadimplência dos gaúchos, algo que tende a ser beneficiado caso a recuperação do mercado de trabalho formal ganhe mais força", finalizou.
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