Porto Alegre, segunda-feira, 09 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

Alterada em 09/03 às 10h08min

Dólar segue em forte alta após leilão, com aversão por coronavírus e petróleo

Investidores reagem à deterioração no sentimento global por causa do coronavírus

Investidores reagem à deterioração no sentimento global por causa do coronavírus


HANDOUT/US FOOD AND DRUG ADMINISTRATION/AFP/JC
O dólar opera em forte alta nesta segunda-feira (9) perto dos R$ 4,80, a despeito do BC ter triplicado a oferta de dólar em leilão à vista para US$ 3 bilhões mais cedo. Investidores reagem à deterioração no sentimento global por causa do coronavírus e da crise na aliança da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
O dólar opera em forte alta nesta segunda-feira (9) perto dos R$ 4,80, a despeito do BC ter triplicado a oferta de dólar em leilão à vista para US$ 3 bilhões mais cedo. Investidores reagem à deterioração no sentimento global por causa do coronavírus e da crise na aliança da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
Às 9h47min, após o leilão, o dólar à vista subia 2,43%, a R$ 4,7463. O dólar para abril avançava a R$ 4,7775 (+3,10).
"Essa venda de US$ 3 bi do BC é insuficiente para acalmar o dólar diante da deterioração dos preços do petróleo e dos mercados internacionais", diz Mauriciano Cavalcante, diretor da Ourominas. "O BC precisa vir com um oferta bem maior à vista, de pelo menos US$ 10 bilhões, com vendas graduais para tentar conter a volatilidade do dólar", calcula Cavalcante.
Mais cedo, o diretor do BC, Bruno Serra, ressaltou que o câmbio passa a funcionar como canal mais relevante de transmissão da política monetária e que a conjuntura permite dispor de todos os instrumentos no volume que entender apropriado para promover o funcionamento do mercado de câmbio. Serra também disse que "é importante reforçar que atual estágio segue recomendando cautela na política monetária".
No fim de semana, a Arábia Saudita aumentou a produção da commodity e anunciou descontos aos compradores, em retaliação à Rússia que se negou, na semana passada, a fazer um acordo para cortar mais a produção, em meio aos impactos do coronavírus.
O Danske Bank prevê que "os choques negativos na demanda, devido à epidemia, e um possível choque de fornecimento de petróleo podem derrubar o Brent para menos que US$ 30."
A expectativa é que outros Bancos Centrais anunciem elevação de estímulos e liquidez nos mercados.