Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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conjuntura

Alterada em 18/02 às 14h52min

Depreciação cambial não representa risco e não afeta crescimento, diz BC

Diretor reforçou que o processo agora está associado a uma taxa de juro nominal baixa

Diretor reforçou que o processo agora está associado a uma taxa de juro nominal baixa


MARCOS SANTOS/USP IMAGENS/DIVULGAÇÃO/JC
O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Fábio Kanczuk, disse nesta terça-feira (18) que a depreciação cambial não afeta o crescimento da economia. Ele reforçou que o processo agora está associado a uma taxa de juro nominal baixa e a fatores pertinentes ao câmbio.
O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Fábio Kanczuk, disse nesta terça-feira (18) que a depreciação cambial não afeta o crescimento da economia. Ele reforçou que o processo agora está associado a uma taxa de juro nominal baixa e a fatores pertinentes ao câmbio.
Não era o que acontecia no passado, de acordo com Kanczuk, quando o câmbio se depreciava movido por fatores que nada tinham a ver com o próprio câmbio.
"Depreciação não está necessariamente ligada a riscos. Agora, é uma depreciação promovida por uma taxa de juro baixa", disse o diretor do BC.
Kanczuck fez questão de enfatizar ainda que o BC não tem uma meta para a taxa de câmbio. "É bom deixar claro que o BC não tem uma meta para a taxa de câmbio", disse o diretor, durante o BTG Pactual CEO Conference, evento realizado em São Paulo.
O diretor de Política Econômica do Banco Central foi bastante realista em sua resposta a uma pergunta feita pelo CEO da BTG Pactual Asset Management, Eduardo Guardia, sobre os motivos da dificuldade de a economia retomar o crescimento num cenário em que a taxa básica de juro caiu de 14,25% ao ano para atuais 4,25% ao ano.
De acordo com o diretor, diante das mudanças estruturais da economia, não há muito o que dá para se fazer.
Para Kanczuk, além dos choques que machucaram a atividade econômica nos últimos anos, entre eles a greve dos caminhoneiros e a crise na Argentina, a economia brasileira passa por uma mudança estrutural consistente na mudança do financiamento pelos bancos públicos para os bancos privados.
"Isso demora mesmo. E diante dessas mudanças estruturais não há muito o que se fazer", disse Kanczuk.