Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

14/02/2020 - 11h43min. Alterada em 14/02 às 12h10min

Instabilidade externa impede Ibovespa de subir

Os indicadores seguem retratando fraqueza da economia, caso do Índice de IBC-Br

Os indicadores seguem retratando fraqueza da economia, caso do Índice de IBC-Br


SUAMY BEYDOUN /AGIF/FOLHAPRESS/JC
A abertura dos negócios na B3 nesta sexta-feira (14) foi na contramão da leve alta do exterior mais cedo, no momento em que prosseguem preocupações com o coronavírus, bem como incertezas relacionadas a seus impactos sobre a economia global.
A abertura dos negócios na B3 nesta sexta-feira (14) foi na contramão da leve alta do exterior mais cedo, no momento em que prosseguem preocupações com o coronavírus, bem como incertezas relacionadas a seus impactos sobre a economia global.
O Ibovespa registrava queda de 0,71% às 11h48min aos 114.841 pontos.
Esse receio limita ganhos na Bolsa brasileira e também em Nova Iorque, onde os índices passaram a ficar instáveis, neste último dia da semana, quando normalmente os investidores tendem a ficar um pouco menos expostos a risco.
Além disso, na segunda-feira (10), os mercados norte-americanos ficarão fechados por conta do Dia do Presidente e, aqui no Brasil, haverá vencimento de opções sobre ações, o que também ajuda a impedir ganhos
O temor de desaceleração segue vivo entre investidores e, no Brasil, não é diferente, ainda mais porque a China é um dos principais parceiros do País. Além disso, os indicadores seguem retratando fraqueza da economia, caso do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), informado nesta sexta.
O IBC-Br de dezembro caiu 0,27% em dezembro ante novembro, mas subiu 0,46% no quarto trimestre do ano passado ante o anterior, fechando 2019 com alta de 0,89%. 
O indicador pode reacender o debate sobre novo corte do juro básico para estimular a economia. No entanto, o assunto não tem apoio majoritário no mercado e o impacto de mais quedas na Bolsa e na economia também gera discussão.
Conforme Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM, não adianta diminuir mais a Taxa Selic, que já está no nível histórico de baixa, a 4,25% ao ano, se o desemprego permanece elevado no País. "Mesmo se for a zero, a população não vai consumir. Há milhões de desempregados", diz.
Uma outra indicação que corrobora o cenário de desaquecimento da economia interna é a desaceleração do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) em fevereiro, a 0,01%, após alta de 1,07% em janeiro, quando foi pressionado pelo encarecimento de carnes. "Esse resultado indica importante descompressão dos preços de proteínas, sugerindo cenário favorável para os preços ao consumidor", estima em nota o Bradesco.
Na seara corporativa, a Usiminas reverteu prejuízo para lucro no quarto trimestre do ano passado, de R$ 268 milhões, ficando acima do esperado. No entanto, as ações cediam na faixa de 3,00%, às 10h52, diante da avaliação desfavorável de analistas sobre o desempenho.
Já na Petrobras segue o imbróglio da paralisação dos petroleiros, que dura 14 dias. Há pouco, o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, disse que enquanto tiver greve, a equipe de contingência manterá produção intacta.
Com isso e a alta da commodity no exterior, os papéis da estatal sobem entre 0,13% (ON) e 0,57% (PN).