Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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ENERGIA

Notícia da edição impressa de 14/02/2020. Alterada em 14/02 às 03h00min

Greve dos petroleiros pode afetar abastecimento de combustíveis

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) enviou, nesta quinta-feira, ofício ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) alertando para o risco de a paralisação afetar o abastecimento de combustíveis no País. A greve entrou no seu 13º dia nesta quinta-feira e, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), tem a adesão de cerca de 20 mil empregados em 113 unidades operacionais, como plataformas, refinarias e terminais.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) enviou, nesta quinta-feira, ofício ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) alertando para o risco de a paralisação afetar o abastecimento de combustíveis no País. A greve entrou no seu 13º dia nesta quinta-feira e, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), tem a adesão de cerca de 20 mil empregados em 113 unidades operacionais, como plataformas, refinarias e terminais.
No ofício, a ANP lembra que a Petrobras tem mantido as operações de suas unidades com equipes de contingência, mas diz que "tal solução não se sustentará ao longo do tempo, podendo causar impactos na produção de petróleo, gás natural e seus derivados".
Em ações contra a greve na Justiça, a Petrobras tem reclamado da baixa presença de empregados em suas unidades, apesar de decisão do TST determinando que os sindicatos garantam efetivos mínimos de 90% do pessoal. Ainda não há, porém, registros de dificuldades na compra de produtos por distribuidoras de combustíveis. A ANP diz, porém, que, diante da falta de indicativos de fim da greve, "toda a cadeia poderá ser afetada".
O ofício foi enviado ao ministro Ives Gandra, que, na semana passada, declarou que a greve é abusiva e tem conotação política, determinando multas por não cumprimento de efetivos mínimos e bloqueio nas contas dos sindicatos.
A FUP recorre da decisão, alegando que Gandra desrespeita o direto constitucional à greve. Os petroleiros protestam contra demissões previstas com o fechamento da fábrica de fertilizantes Araucária Fertilizantes, no Paraná. Segundo eles, a Petrobras descumpriu o acordo coletivo de trabalho ao anunciar as demissões sem negociação prévia com sindicatos. Eles questionam também mudanças feitas pela área de recursos humanos da companhia sem negociação.
A federação acusa a estatal de fazer "terrorismo", ao usar o risco de desabastecimento como argumento para suspender a greve na Justiça.