Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Indústria

Notícia da edição impressa de 13/02/2020. Alterada em 13/02 às 03h00min

Indústria gaúcha fica estagnada em 2019

Para 2020, expectativa é de alta de 2%, segundo Petry

Para 2020, expectativa é de alta de 2%, segundo Petry


LUIZA PRADO/JC
A atividade da indústria gaúcha encerrou 2019 acentuando a tendência negativa registrada nos últimos meses do ano passado. Com a terceira queda consecutiva em dezembro, de 1,6% ante novembro, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) acumulou perda de 6,3% nos últimos sete meses, na série ajustada sazonalmente. Metade disso ocorreu no último trimestre, divulgou a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta quarta-feira. "O crescimento da demanda foi menor do que o esperado, e isso contribuiu decisivamente para frustrar a expectativa, que era a de voltar à trajetória de recuperação interrompida no segundo semestre de 2018", diz o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.
A atividade da indústria gaúcha encerrou 2019 acentuando a tendência negativa registrada nos últimos meses do ano passado. Com a terceira queda consecutiva em dezembro, de 1,6% ante novembro, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) acumulou perda de 6,3% nos últimos sete meses, na série ajustada sazonalmente. Metade disso ocorreu no último trimestre, divulgou a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta quarta-feira. "O crescimento da demanda foi menor do que o esperado, e isso contribuiu decisivamente para frustrar a expectativa, que era a de voltar à trajetória de recuperação interrompida no segundo semestre de 2018", diz o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.
Os componentes associados mais diretamente à atividade industrial tiveram desempenho negativo em dezembro na comparação com o mês anterior. O faturamento real caiu 6,1%, enquanto compras e horas trabalhadas na produção recuaram 2% e 1,7%, respectivamente. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) teve perda de 1,5 ponto percentual. No mercado de trabalho, a massa salarial real cresceu 2,9%, e o emprego se manteve praticamente estável (-0,1%). Na comparação com o mesmo mês de 2018, o IDI-RS caiu 4,5% em dezembro, a terceira retração consecutiva e a sexta nos últimos sete meses.
Com altas em somente sete dos 17 setores analisados, a atividade industrial no Rio Grande do Sul só não registrou contração em 2019 devido ao crescimento de 8,2% de veículos automotores (chegou a aumentar 19,6% no acumulado do ano até maio). Destaque positivo ainda para couros e calçados (4,5%) e equipamentos de informática e eletrônicos (8,6%). As quedas setoriais mais importantes foram de máquinas e equipamentos (-6,1%), químicos e refino de petróleo (-1,6%) e metalurgia (-8,6%).
Confirmada a desaceleração na segunda metade do ano passado, a atividade industrial gaúcha terminou 2019 estagnada em relação a 2018 (0,1%). Foi o pior desempenho nos últimos três anos (0,4% em 2017 e 2,6% em 2018), com apenas dois de seus seis componentes em alta: faturamento real, com 2,8%; e UCI, 0,8 ponto percentual.
Mesmo estimulada pela queda dos juros, inflação controlada, melhora do mercado de trabalho e maior confiança dos empresários, a atividade industrial foi limitada, em 2019, em função das crises fiscal e argentina, explica Petry. Segundo ele, esses dois fatores afetaram também os investimentos, juntamente com a ociosidade. Para 2020, porém, o presidente da entidade vê perspectiva mais otimista, com projeção de crescimento de 2%, em um contexto de retomada da economia e maiores níveis da demanda interna.