Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

12/02/2020 - 10h22min. Alterada em 12/02 às 10h22min

Dólar tem recorde do Plano Real a R$ 4,34 após varejo fraco e sinais de juros

Negociações reagem às saídas de fluxo comercial e financeiro após a frustração com dado do comércio

Negociações reagem às saídas de fluxo comercial e financeiro após a frustração com dado do comércio


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
O dólar passou a subir e registra nova máxima intraday do Plano Real, em R$ 4,3423 (+0,37%), reagindo a saídas de fluxo comercial e financeiro após a frustração dos investidores com os dados de vendas no varejo doméstico, diz Jefferson Rugik, diretor-superintendente da Correparti. Às 10h20min, o dólar à vista desacelerava a 4,3327 (+0,15%).
O dólar passou a subir e registra nova máxima intraday do Plano Real, em R$ 4,3423 (+0,37%), reagindo a saídas de fluxo comercial e financeiro após a frustração dos investidores com os dados de vendas no varejo doméstico, diz Jefferson Rugik, diretor-superintendente da Correparti. Às 10h20min, o dólar à vista desacelerava a 4,3327 (+0,15%).
"Tem saída de investidor estrangeiro e importador no mercado e também o indicador das vendas no varejo que veio ruim pode indicar um novo corte de juros por parte do Copom em função destes números fracos de nossa economia", comenta o executivo. Mais cedo, a moeda americana iniciou a quarta-feira em baixa, refletindo a menor apreensão com o coronavírus no exterior, afirma ele.
Rugik diz ainda que o exportador está assustado, pois não sabe até onde este dólar pode ir e, por enquanto, só faz o necessário, não apostando em operações futuras.
As vendas no comércio ficaram abaixo das medianas esperadas pelo mercado tanto no âmbito restrito como no ampliado e no consolidado para 2019. O dólar volátil ante o real reflete ainda a falta de direção única da moeda americana no exterior diante da apreensão menor com o coronavírus na China e cautela com a política monetária.
A percepção de analistas é de que os juros nos Estados Unidos podem continuar inalterados por mais algum tempo, após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmar ontem na Câmara de Representantes que "monitora de perto a emergência do coronavírus", mas que "não há razão" para que o ritmo de expansão econômica dos EUA não seja mantido. Powell volta a depor nesta quarta no Senado americano, mas deve repetir o discurso da véspera e as atenções ficam na sessão de perguntas e respostas.
Já o desempenho fraco das vendas no comércio pode ampliar marginalmente a precificação de corte da Selic em março (hoje de menos de 10%) e reduzir o prêmio de risco que aponta chance de alta da taxa este ano, de acordo com operadores de renda fixa.