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Porto Alegre, terça-feira, 04 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócio

04/02/2020 - 14h38min. Alterada em 04/02 às 15h47min

Expodireto terá de enfrentar as incertezas e prejuízos gerados pela estiagem

Mânica disse que a feira busca maior oferta de recursos para aquisição de máquinas

Mânica disse que a feira busca maior oferta de recursos para aquisição de máquinas


LUIZA PRADO/JC
Thiago Copetti
A 21ª edição da Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro que ocorre em Não-Me-Toque, interior do Rio Grande do Sul, terá um componente extra no horizonte dos negócios. Os impactos da atual estiagem, com danos principalmente na safra de milho e em menor escala na soja, tanto podem estimular a procura por sistemas de irrigação e seguro rural quanto inibir investimentos maiores em outros tipos de equipamentos, por exemplo.
A 21ª edição da Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro que ocorre em Não-Me-Toque, interior do Rio Grande do Sul, terá um componente extra no horizonte dos negócios. Os impactos da atual estiagem, com danos principalmente na safra de milho e em menor escala na soja, tanto podem estimular a procura por sistemas de irrigação e seguro rural quanto inibir investimentos maiores em outros tipos de equipamentos, por exemplo.
O evento, lançado nesta terça-feira (4) em Porto Alegre, vai de 2 a 6 de março no Parque de Exposições da Cotrijal, localizada às margens da ERS-142, e terá mais de 500 expositores e um público estimado em 260 mil visitantes. Na edição de 2019, foram encaminhados contratos que somaram R$ 2,419 bilhões em intenções de compra. O número, dado as incertezas financeiras causadas pela estiagem, pode não se repetir.
“É difícil dizer se as vendas tendem a ser maiores ou não. No auge da Expodireto, chegamos a R$ 3,5 bilhões, na pior crise, foi R$ 1,2 bilhão. O importante não é só da venda em si, mas que as empresas possam mostrar seus produtos para, durante o ano, os clientes visitarem as lojas para as comercializações. São 365 dias do ano para vender após a feira”, ressalta o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica
Por ser uma feira de público bastante pulverizado, com forte participação nacional e estrangeira, explica o presidente da Cotrijal, esses danos podem ser diluídos. A chuva que voltou ao Estado renova os ânimos, diz Mânica.
“É inegável que, quando o Estado sofre com uma estiagem, todo o setor fica apreensivo. Isso pode afetar as vendas, mas, como a feira atrai delegações de todo o Brasil e do Exterior, os negócios podem ocorrer normalmente”, espera Mânica.
Antes da feira, o desafio é assegurar junto ao governo federal mais recursos para o Moderinfra para investimentos em irrigação. A oferta que havia já se esgotou. O presidente da Cotrijal antecipa que espera respostas ao pedido já feito à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre o assunto. O que teria de ocorrer ainda em fevereiro. “O Ministério da Agricultura está pleiteando junto ao ministro Paulo Guedes, da Economia, para que haja suplementação para que não faltem recursos durante a Expodireto”, diz Mânica.
A preocupação do dirigente da Cotrijal com essa linha de financiamento é compartilhada pelas indústrias, que também estão solicitando remanejo de verbas para o Moderinfra de outras linhas do Plano Safra. De acordo com gerente de vendas da Fockink, André Santin, a falta de verbas para esse segmento já está sendo sentida em outra grande feira nacional do agronegócio, a Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), que ocorre até o dia 7 deste mês.
No lançamento da Expodireto, o governador gaúcho, Eduardo Leite, assegurou que a Secretaria da Agricultura do Estado, com apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, também está buscando alternativas para estimular a adoção de sistema de irrigação entre os produtores gaúchos. Leite assegura também que o governo estuda formas de facilitar o acesso dos produtores ao seguro rural, como forma de reduzir perdas com quebras de safra.
“Mas temos que ter também um forte trabalho de assistência técnica que garanta melhor produtividade, com melhoria dos solos, por exemplo, além de estimular tanto a adoção de tecnologias como desenvolvê-las aqui”, diz Leite.
Criar e produzir no Rio Grande do Sul, além dos grãos, novas tecnologias agropecuárias é uma das prioridades para este ano, assegurou o governador. A ideia é ampliar ações voltadas às chamadas Agtechs, empresas de tecnologia com foco na criação de soluções para o campo. Leite afirma que estuda incentivos ao setor, como a facilidade para acesso a financiamento e até mesmo benefícios fiscais.
“Produzir e exportar tecnologias para o campo, além de grãos, é uma meta. Assim como já fazemos com maquinas agrícolas, queremos aproveitar essa expertise para gerar ganhos com a nova economia das startups do agronegócio”, explica Leite.
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Arena Agrodigital (imagem) será uma das principais novidades do evento em Não-Me-Toque
Um anúncio do governo do Estado especificamente para esse segmento poderá ter como palco a própria Arena Agrodigital, uma das principais novidades do evento neste ano. No espaço, serão apresentadas soluções, resultados de pesquisas, tendências de produtos e serviços envolvendo as tecnologias digitais, unindo startups do agronegócio mundial com empresas já consolidadas no mercado.
A arena da Expodireto terá quatro auditórios, onde mais de 40 palestras serão feitas simultaneamente, além de 22 estandes de expositores e uma área com 15 startups.
Saiba mais
  • O que: 21ª Expodireto
  • Quando: 2 a 6 de março, em Não-Me-Toque, interior do Rio Grande do Sul  
  • Onde: Parque de Exposições Cotrijal (ERS-142, km 24)
  • Expositores: mais de 530
  • Entrada franca
> Acesse todas as reportagens da edição de 2019 no site sobre a Expodireto
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