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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 03/02 às 11h01min

Dólar recua com realização de ganhos após acumular alta de 6,81% em janeiro

Na sexta-feira, moeda à vista encerrou janeiro em nova máxima histórica, em R$ 4,2850

Na sexta-feira, moeda à vista encerrou janeiro em nova máxima histórica, em R$ 4,2850


MARCELLO CASAL JR/ABR /JC
O dólar opera em baixa no mercado doméstico nesta segunda-feira (3) e em relação a outras moedas emergentes ligadas a commodities, respondendo a um movimento de realização de ganhos recentes na esteira dos temores com o impacto do surto do novo coronavírus na economia chinesa e mundial. A percepção de especialistas é de que esse surto tem rápida disseminação pelo mundo, mas seria menos letal que outros surtos recentes, como a epidemia de SARS.
O dólar opera em baixa no mercado doméstico nesta segunda-feira (3) e em relação a outras moedas emergentes ligadas a commodities, respondendo a um movimento de realização de ganhos recentes na esteira dos temores com o impacto do surto do novo coronavírus na economia chinesa e mundial. A percepção de especialistas é de que esse surto tem rápida disseminação pelo mundo, mas seria menos letal que outros surtos recentes, como a epidemia de SARS.
Às 11h, o dólar à vista caía 0,57%, aos R$ 4,2598, após ter fechado em recorde histórico de R$ 4,2885 na sexta-feira. O dólar futuro para março recuava 0,31%, aos R$ 4,2750.
Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou janeiro em nova máxima histórica, em R$ 4,2850. O ganho acumulado em janeiro somou 6,81% ante o real, o maior desde agosto de 2019, quando o mercado se estressou com a Argentina, por conta das baixas chances de Mauricio Macri ser reeleito.
Nesta segunda, o Banco Central retoma os leilões diários de swap cambial, para rolar vencimentos de abril. A oferta de swap nesta segunda é de até 13 mil contratos (US$ 650 milhões), para os vencimentos de 3 de agosto de 2020, 1º de outubro de 2020 e 1º de dezembro de 2020, às 11h30min.
Há expectativa pela decisão de juros do Copom, nesta quarta-feira. A percepção predominante é de mais corte de juros - a aposta majoritária é de redução de 0,25 ponto - em meio ainda à possibilidade de políticas monetárias mais frouxas no mundo por causa dos impactos do coronavírus.
Na China, para tentar reduzir o pânico na volta dos mercados nesta segunda-feira, o banco central (PBoC) injetou 1,2 trilhão de yuans (US$ 173 bilhões) em liquidez no sistema financeiro por meio de uma oferta de contratos de recompra reversas (repos) de sete e 10 dias, reduzindo os juros dessas operações em 10 pontos-base, a 2,4% e 2,55%, respectivamente.
Apesar da agressiva intervenção do PBoC, os últimos indicadores da China desagradaram. O índice de gerentes de compras (PMI) industrial chinês caiu de 51,5 em dezembro para 51,1 em janeiro. Já dados oficiais mostraram que o lucro de grandes empresas industriais da China caiu 3,3% em 2019. Apenas em dezembro, a redução anual nos lucros foi de 6,3%, maior do que a de novembro, de 5,4%.
Logo após o Copom, o IPCA de janeiro, na sexta-feira, fica no foco, diante da expectativa de arrefecimento dos preços após o choque das carnes. Deve ajudar na inflação o acionamento da bandeira verde na conta de luz em fevereiro, em substituição à amarela vigente em janeiro.
Hoje o relatório Focus mostrou que as projeções para câmbio seguem em R$ 4,10 para 2020, mas passaram de R$ 4,00 para R$ 4,05 em 2021. A projeção para o IPCA deste ano caiu de 3,47% para 3,40% e a estimativa é de estabilidade em 3,75% para 2021. As projeções para Selic em 2020 seguem em 4,25% ao ano e para 2021, passaram de 6,25% para 6,00%. A estimativa para alta do PIB em 2020 passou de 2,31% para 2,30%, e segue em 2,50% para 2021.
Estadão Conteúdo
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