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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Edição impressa de 03/02/2020. Alterada em 03/02 às 10h31min

Jorge Bischoff comemora crescimento da marca

Designer Jorge Bischoff tem expectativas positivas para 2020

Designer Jorge Bischoff tem expectativas positivas para 2020


/LUIZA PRADO/JC
Carlos Villela
Na última semana, Porto Alegre sediou o Encontro Nacional de Franqueados da Rede Jorge Bischoff, evento focado em discutir os resultados do último ano e debater o futuro da marca para 2020. Em 2019, foram 11 novas franquias da marca gaúcha inauguradas em oito estados.
Na última semana, Porto Alegre sediou o Encontro Nacional de Franqueados da Rede Jorge Bischoff, evento focado em discutir os resultados do último ano e debater o futuro da marca para 2020. Em 2019, foram 11 novas franquias da marca gaúcha inauguradas em oito estados.
"Dizemos que temos lojas de Manaus a Passo Fundo", informa o fundador e designer Jorge Bischoff. "Tem marcas que são regionalizadas, com 30 lojas em São Paulo ou no Rio de Janeiro, e nós somos muito capilarizados", completa.
Nos últimos cinco anos, a empresa ganhou o Selo de Excelência em Franchising, concedido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). O evento também premiou três franquias - de Ponta Grossa (PR), Imperatriz (MA) e Brasília (DF) - com o Prêmio Top Franquias, reconhecendo os bons resultados e padrões de qualidade atingidos. Ao todo, entre butiques exclusivas e presença em lojas, são em torno de 700 pontos de venda. A grife também tem três lojas-conceito: em Gramado, na serra gaúcha; na rua Oscar Freire, em São Paulo; e em Miami, na Flórida.
De acordo com Bischoff, as expectativas para este ano são positivas, depois de um 2019 com muitas dúvidas. "Acho que muita coisa boa aconteceu durante 2019 que vai começar a contribuir para, em 2020, o Brasil começar a mudar, os negócios começarem a mudar, e começar a se gerar emprego e renda", diz.
A partir de março, a empresa começa em Resende (RJ) a primeira experiência com a chamada "prateleira infinita", na qual o franqueado vai poder operar direto com o estoque da franqueadora. Depois, o próximo passo é a implantação do omnichannel, um canal de compras unificado. "O cliente vai poder comprar no site e retirar na loja, comprar em uma loja e retirar na outra, ou trocar o produto em loja diferente", explica Bischoff. Essa função deve ser colocada em prática no fim do ano ou no início de 2021.
Jornal do Comércio - A grife foi fundada em 2003, no meio do período de crise no setor calçadista no Estado. Como foi começar nesse contexto?
Jorge Bischoff - Foi extremamente desafiador. Digo que não tivemos nenhum ano bom, como sempre dizem, pegamos só anos de dificuldade no Brasil, cenários sempre complicados, 2017 e 2018 foram uma loucura, e continuamos crescendo. Durante cinco anos, operamos só com lojas próprias para entender um pouco do varejo. Cinco anos depois de começar nossa primeira loja de franquias, estávamos com 50 lojas; hoje, temos 87 lojas e vamos fechar o ano passando de 100 lojas. Exportamos para mais de 50 países, vendemos para mais de 700 pontos de venda no Brasil. Ou seja, foi se criando no meio dessa situação.
JC - Ao que atribui o sucesso da marca e do franchising?
Bischoff - Entendo que muito disso veio pela nossa expertise no mercado brasileiro. Antes, eu tinha meu estúdio de design, trabalhava para várias empresas fazendo desenvolvimento de produto, posicionamento de marca e montando área comercial, e tinha parceria com algumas redes de franquia. Foi com esse aprendizado que fomos para o mercado trabalhando de uma forma um pouco diferente, valorizando muito o produto e o consumidor, o que é fundamental. É a satisfação de comprar e querer voltar, ter produtos diferenciados, com valor agregado, mas extremamente competitivos. É uma soma. E o mercado sempre foi assim, um sai, outro entra, ele se movimenta.
JC - O público consumidor brasileiro valoriza os produtos de grife nacionais em comparação a produtos importados?
Bischoff - Se ele for bem feito, sim, o grande segredo é esse. Precisa ter essência. Para mim, é fundamental construir uma marca, vender uma ideia e essa ideia realmente satisfazer o consumidor. Além disso, é fundamental ter uma identidade. Não adianta fazer um sapato Louis Vuitton, Prada ou Gucci e copiar o modelo aqui. Nossa marca tem essência forte, qualquer peça tem um JB em metal personalizado desde a primeira campanha. A outra grande identidade é que a gente usa cor, estampa, texturas, às vezes no único produto. É um sapato com movimento. Também temos sapatos do dia a dia, mas o que alimenta a marca é a nossa identidade.
JC - O que o público pode esperar da marca para 2020?
Bischoff - Uma coleção extraordinária, com muita vida, muita energia, uma campanha maravilhosa. É uma marca com ansiedade de crescer, que está ampliando o portfólio do produto. São calçados femininos e masculinos, bolsas, acessórios, calçados de python, linha de aromas e, agora, nosso espumante. Durante o ano, lançamos nosso vinho, produzido em Mendoza, na Argentina, ou seja, a marca abre o portfólio de produtos com velocidade.
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