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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 23/01 às 16h43min

Alta da carne perde força, e prévia da inflação fica em 0,71%

Konig, proprietário de açougue no Mercado Público, dá dicas de cortes mais em conta para o consumidor

Konig, proprietário de açougue no Mercado Público, dá dicas de cortes mais em conta para o consumidor


LUIZA PRADO/JC
A desaceleração no preço da carne contribuiu para que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) marcasse 0,71% em janeiro de 2020, divulgou nesta quinta-feira (23) o IBGE.
A desaceleração no preço da carne contribuiu para que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) marcasse 0,71% em janeiro de 2020, divulgou nesta quinta-feira (23) o IBGE.
As carnes passaram de uma alta de 17,71% em dezembro para 4,83% em janeiro. Mesmo assim, exerceram contribuição de 0,15 ponto percentual no índice do IPCA-15.
Carlos Thadeu de Freitas Gomes Filho, economista-chefe da Ativa Investimentos, apontou que a desaceleração da carne era esperada, e a tendência é que esse movimento continue.
"A carne era esperada a queda, e após as vendas de natal, a tendência era que os preços caíssem. A gente acha que para o IPCA de janeiro a carne tem uma pequena queda, e em fevereiro esperamos ainda mais. No atacado, o preço já está menor", apontou o economista.
O resultado do mês é o maior para janeiro desde 2016, quando registrou 0,92%. Em 12 meses, acumula alta de 4,34%. Já em janeiro do ano passado, ficou em 0,30%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram alta. A maior variação foi do grupo de Alimentação e bebidas, com 1,83%, e ainda um impacto de 0,45 ponto percentual no índice. Mesmo assim, o setor desacelerou, já que no mês anterior marcou 2,59%.
Outro grupo que contribuiu bastante foi transportes, com 0,92% e contribuição de 0,17 ponto percentual no índice do mês.
O desempenho de transportes foi impactado pelos preços da gasolina e reajustes de passagens dos ônibus urbano, principalmente em Brasília e São Paulo. As tarifas de táxi também subiram, em especial no Rio de Janeiro, assim como os ônibus interestaduais, em Salvador.
Em contrapartida, as passagens aéreas caíram 6,45%, após alta de 15,63% no IPCA-15 de dezembro.
Por outro lado, influenciado pela queda de 2,11% na energia elétrica, o item habitação caiu 0,14%, um impacto de 0,02 ponto percentual na marca mensal geral, enquanto Artigos de residência, com 0,01%, e Despesas pessoais, com 0,47%, foram outros a registrar queda.
Segundo a economista Julia Passabom, do Itaú, a inflação divulgada não foi boa. "Veio acima do que imaginávamos. Nosso número era 0,64%, foi uma surpresa, concentrada em três itens, no item habitação.
Energia elétrica veio em deflação, menos do que imaginávamos, e faz diferença no IPCA. Dentro desse item também teve aluguel e condomínio, que vieram acima da nossa projeção", disse Passabom.
De acordo com a economista, os núcleos da inflação -ou seja, os grupos utilizados para o cálculo do índice, excluídos aqueles que costumam sofrer choques temporários de ofertas, por fatores climáticos ou sazonais, como alimentos, energia e grupos afetados por impostos indiretos- ligados a serviços não foram bons.
"A inflação divulgada não foi muito boa. Tudo que está por trás está tranquilo, mas a foto não foi muito boa. Principalmente em núcleos ligados a serviços. O aluguel veio forte. E também alimentação fora do domicílio, e aí entra o repasse do choque da carne, que começou a afetar", explicou Julia Passabom.
Folhapress
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