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Porto Alegre, terça-feira, 21 de janeiro de 2020.
Feriado nos EUA: Dia de Martin Luther King.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Alterada em 21/01 às 14h59min

Guedes projeta em Davos PIB de 2,5% em 2020, acima do número oficial do governo

Ministro diz que reforma da Previdência foi o primeiro passo para diminuição da dívida pública

Ministro diz que reforma da Previdência foi o primeiro passo para diminuição da dívida pública


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
A economia brasileira deve crescer 2,5% em 2020, disse nesta terça-feira (21) o ministro da Economia, Paulo Guedes. A projeção, afirmada durante painel do Fórum Econômico Mundial, supera em 0,1 ponto percentual a estimativa, de 2,4%, da equipe econômica do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O Banco Central estima crescimento de 2,2%.
A economia brasileira deve crescer 2,5% em 2020, disse nesta terça-feira (21) o ministro da Economia, Paulo Guedes. A projeção, afirmada durante painel do Fórum Econômico Mundial, supera em 0,1 ponto percentual a estimativa, de 2,4%, da equipe econômica do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O Banco Central estima crescimento de 2,2%.
Guedes voltou a usar a metáfora da baleia para explicar a economia do Brasil. A baleia estaria sendo atacada por diversos com arpões, que seriam a inflação alta, juros altos, burocratização e dívida pública. Segundo ele, o governo de Jair Bolsonaro está tirando os arpões da baleia pouco a pouco, o que permitiria o PIB do país a crescer 1% no primeiro ano de governo, 2% no segundo, 3% no terceiro e 4% no quarto.
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"Já estamos melhores, crescemos 1,2% em 2019 e devemos crescer 2,5% neste ano", disse no painel Perspectiva Estratégica: América Latina. A projeção de Guedes para 2019 também supera a divulgada pelo Ministério da Economia, de 1,12% em 2019.
Ele afirmou que a reforma da Previdência foi o primeiro passo em direção a diminuição da dívida pública, o que deve alavancar o PIB. Guedes destacou ainda os protestos a favor das mudanças na aposentadoria.
"Países como a França não têm força política para fazer a reforma, mas o povo brasileiro foi às ruas em nome de seus filhos. (Com a reforma) Eliminamos os privilégios dos funcionários públicos", disse no painel sobre América Latina.
O ministro também defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Emergência Fiscal como uma versão brasileira do shutdown americano - interrupção da prestação de serviços públicos -, só que, ao invés de não receber, o funcionário público não tem aumento.
"Num país que cresce 2%, 3%, 2,5% este ano, e tem inflação de 4%, as receitas crescem 7%, quase 8%. Em dois anos, é um pouco menos de 20% em receitas crescendo. Então se você congela a conta de salários por um ano e meio, ou dois anos, desaparece (o problema). A situação está controlada", disse.
A tramitação de uma emenda à Constituição é a mais longa do processo legislativo. Apresentada em novembro, a PEC Emergencial está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Guedes também mencionou a Lei da Liberdade Econômica, sancionada em setembro, como um dos avanços do governo. "Nos Estados Unidos, tudo é permitido, menos o que é proibido. No Brasil, todo é proibido, menos o que é permitido. E é desse jeito que a corrupção se espalha, quanto maior o nível de controle do governo dos recursos, maior a corrupção. O poder corrompe, então descentralizar os recursos e o poder político está na agenda".
Quando perguntado sobre a matriz energética, Guedes disse que o Brasil precisa de gás natural, como ponto de equilíbrio.
"Precisamos do gás natural, porque ele fica no meio caminho entre a (energia) suja, o petróleo, e a limpa, as hidrelétricas. Quebramos dois monopólios na exploração e distribuição de gás e achamos que vamos reduzir em 40% o custo da energia no Brasil".
Em abril, a Petrobras vendeu 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) - rede de gasodutos do Norte e Nordeste à francesa Engie e à canadense Caisse de dépôt et placement du Québec - por R$ 33,5 bilhões, e, neste ano, deu início ao processo para vender os 10% restantes.  Em novembro, a petroleira vendeu a distribuidora de gás de cozinha Liquigás para consórcio liderado pela Copagaz por R$ 3,7 bilhões.
Segundo acordos fechados entre a Petrobras e o Cade, a estatal deve se retirar do mercado de transporte e distribuição de gás até 2021.
"Vamos tentar nos conectar a Vaca Muerta (uma das maiores reservas de gás de xisto do mundo, na Patagônia), estamos trazendo gás natural e petróleo da Bolívia e vamos extrair do pré-sal também. Com isso, podemos reindustrializar o país", disse Guedes. No momento, a capacidade de escoamento do gás natural é um dos principais obstáculos para a ampliação da oferta da produção do pré-sal.
Em relação à desigualdade no Brasil, Guedes culpou a desigualdade de oportunidade, especialmente na educação, e a falta de competição.
"Temos 3,7 bilhões de euroasianos saindo da pobreza explorando a competição de mercado. No Brasil, você precisa adquirir serviços de construção civil de seis empresas e serviços bancários de seis bancos porque nós não gostamos de capitalismo, odiamos competição", disse ironicamente. "Precisamos investir em educação, o quanto mais cedo, melhor. Então estaremos disponibilizando vouchers para as crianças nos estágios iniciais. Crianças pobres não têm educação, nem emprego, não falam inglês", afirmou o ministro, sem dar mais detalhes.
Também participaram do painel Guillermo Nielsen, presidente da estatal petroleira argentina YPF, Angel Gurría, secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Graciela Márquez Colín, ministra da Economia do México, com mediação de Alícia Bárcena Ibarra, secretária-executiva da Comissão Econômicas das Nações Unidas para América Latina e Caribe (Celac).
Folhapress
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