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Porto Alegre, terça-feira, 21 de janeiro de 2020.
Feriado nos EUA: Dia de Martin Luther King.

Jornal do Comércio

Economia

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Imóveis

Edição impressa de 21/01/2020. Alterada em 21/01 às 03h00min

Bancos disputam clientes por crédito imobiliário

Mercado tem R$ 630 bilhões em aportes para o segmento

Mercado tem R$ 630 bilhões em aportes para o segmento


/ALEXANDER STEIN VIA PIXABAY/DIVULGAÇÃO/JC
As instituições financeiras travam uma guerra silenciosa pelo cliente na área de crédito imobiliário no Brasil. Entre os cinco maiores bancos do País - Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander -, nenhum deles aceitou abrir seus números mais recentes sobre portabilidade de crédito. Esses dados são considerados "estratégicos" pelas instituições, ainda mais neste momento em que o mercado de crédito habitacional está se abrindo.
As instituições financeiras travam uma guerra silenciosa pelo cliente na área de crédito imobiliário no Brasil. Entre os cinco maiores bancos do País - Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander -, nenhum deles aceitou abrir seus números mais recentes sobre portabilidade de crédito. Esses dados são considerados "estratégicos" pelas instituições, ainda mais neste momento em que o mercado de crédito habitacional está se abrindo.
Em 2015, o total de crédito imobiliário que migrou para outra instituição somou apenas R$ 68,93 milhões, considerando todos os bancos do País. No ano passado, até o mês de novembro, essa conta já era de R$ 1,46 bilhão. Os números ilustram somente o início da guerra pelo cliente, em um mercado que possui hoje estoque total de R$ 630 bilhões, considerando o financiamento para pessoas físicas.
A Caixa Econômica Federal, que abarca a maior fatia do crédito imobiliário no Brasil, afirma que tem como prioridade a concessão de novos financiamentos, mas também oferece a portabilidade aos interessados. Quando o cliente solicita a mudança da Caixa para outro banco, a estatal analisa a situação específica.
Bradesco, Santander e Banco do Brasil também afirmaram, por meio de assessoria de imprensa, que avaliam "caso a caso" a situação de quem deseja migrar seu financiamento para outro banco. De forma geral, a intenção é sempre reter o cliente que procura a concorrência. Neste cenário, instituições menores também lutam para conquistar uma fatia maior do mercado. O Banco de Brasília (BRB), que hoje tem atuação concentrada no Distrito Federal, registrou crescimento de 368% do crédito imobiliário ao longo de 2019.
"Tivemos 228 contratos de portabilidade apenas no segundo semestre de 2019", disse o presidente do banco, Paulo Henrique Costa. "Hoje, a distribuição está quase meio a meio, entre novos contratos e contratos de portabilidade." De acordo com Costa, o crédito imobiliário é estratégico. "Entendemos que o crédito imobiliário é um produto especial, que traz um relacionamento de longo prazo. Ele permite ampliar o relacionamento com o banco e o consumo de outros produtos", afirma.
Para os próximos meses, a meta do BRB é lançar novos produtos, como os contratos prefixados e indexados ao IPCA, inclusive para quem deseja fazer a portabilidade para o banco.
 

Transferência de dívida de imóvel deve continuar em alta

Portabilidade de crédito aumentou no ano passado

Portabilidade de crédito aumentou no ano passado


CLAITON DORNELLES /JC
A portabilidade do crédito imobiliário, que se acelerou no segundo semestre de 2019, tende a continuar a crescer em 2020, em função do aumento das opções para quem deseja fazer a migração. Atualmente, quem possui um contrato pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não pode fazer a portabilidade para um financiamento ligado ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH). E vice-versa.
O SFI geralmente reúne as operações de maior valor e não permite o uso do FGTS do trabalhador para abatimento da dívida. Já o SFH utiliza o dinheiro da caderneta de poupança e do FGTS, que são fontes mais baratas de recursos. Por isso, as taxas de juros costumam ser menores, e o mutuário pode utilizar seu FGTS para reduzir o saldo devedor.
A partir de abril, a portabilidade entre sistemas será possível. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) de novembro do ano passado abre espaço para a mudança do SFI para o SFH, desde que o imóvel que foi financiado cumpra as exigências legais.
Hoje, para entrar no SFH, o imóvel financiado precisa ter valor máximo de R$ 1,5 milhão, dependendo da região do País. Em meados de 2018, porém, este limite era de R$ 950 mil. Isso significa que quem financiou um imóvel de R$ 1 milhão naquela época não conseguiu se enquadrar no SFH. A partir de abril deste ano, este mutuário poderá migrar para o SFH e ter acesso a taxas menores, além de utilizar o FGTS.
Contratos pelo IPCA. Para estimular a concorrência, no ano passado o BC também autorizou os bancos a fecharem contratos imobiliários que são indexados ao IPCA (índice oficial de inflação), no lugar da taxa referencial (TR). Neste caso, as parcelas iniciais geralmente são menores. A Caixa Econômica Federal foi o primeiro banco a oferecer essa opção, mas outras instituições se articulam para lançar o produto.
As regras atuais, de acordo com o Banco Central, já permitem a portabilidade de um financiamento indexado à TR para um contrato atualizado pelo IPCA. "As únicas restrições na portabilidade são que o saldo devedor e o prazo não podem ser maiores no novo banco", diz Pereira. "E tiramos algumas barreiras que envolviam o SFH e o SFI. Esperamos, sim, algum aumento da portabilidade."
Segundo o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do Banco Central, João André Calvino Marques Pereira, a melhor referência para o cliente avaliar a portabilidade é o Custo Efetivo Total (CET), que reúne as despesas com juros, seguros e serviços vinculados ao financiamento imobiliário. "É importante comparar as taxas. Não só a taxa da operação, mas também o Custo Efetivo Total", explica. "O CET tem que ter a informação completa de quanto você vai pagar naquela nova operação para a qual você vai migrar o saldo devedor."
Com o CET em mãos, o cliente pode avaliar se o que está sendo oferecido é de fato melhor que o custo do financiamento no banco atual. Se este for o caso, inicia-se a migração. "Este banco proponente vai acionar o banco onde está o crédito, para dar início ao processo de portabilidade", diz Pereira. "Já o banco que está sendo 'desafiado" vai ter cinco dias para fazer a avaliação das informações. Esses cinco dias são o tempo para o banco atual fazer uma oferta melhor para a pessoa, para não perder o cliente", explica.
 

Em São Paulo, área para pets agora é item obrigatório

O mercado de animais de estimação invadiu de vez o setor imobiliário de São Paulo. A área de lazer para os bichinhos, o pet place, que surgiu há cerca de uma década como diferencial nos condomínios, agora é item básico nos lançamentos na cidade. "Com o boom imobiliário iniciado em 2007, as incorporadoras paulistanas foram atrás de terrenos maiores. Foi quando cresceu o conceito de condomínio-clube, aliado a atrativos como o pet place", diz Ricardo Grimone, diretor de incorporação da Gamaro Desenvolvimento Imobiliário.

O movimento das incorporadoras surfa nos números do mercado. São 139,3 milhões de animais de estimação no Brasil, segundo projeção do Instituto Pet Brasil. Só em São Paulo, de acordo a prefeitura, 28,6% dos domicílios possuem cães, 7,7% têm gatos e 6,7% reúnem os dois.

Uma pesquisa realizada pelo Grupo ZAP com 30 mil usuários de seu portal aponta que 48% dos brasileiros pretendem criar animais de estimação no imóvel que estão procurando. Ainda, 60% relataram ser desejável ou fundamental que o imóvel buscado possibilite a presença de pets.

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