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- Publicada em 03h00min, 27/01/2020.

Papéis de companhias elétricas podem equilibrar a carteira de investimentos

Empresas de energia são mais resistentes a ciclos de baixo crescimento

Empresas de energia são mais resistentes a ciclos de baixo crescimento


/MARCELLO CASAL JR./ABR/JC

Em um cenário de juros baixos, em que o investidor busca alternativas à renda fixa, o setor de energia é bem visto na hora de montar carteiras de ações. Isso porque as empresas são consideradas mais resistentes a ciclos de baixo crescimento da economia e sentem menos os altos e baixos da bolsa.

Em um cenário de juros baixos, em que o investidor busca alternativas à renda fixa, o setor de energia é bem visto na hora de montar carteiras de ações. Isso porque as empresas são consideradas mais resistentes a ciclos de baixo crescimento da economia e sentem menos os altos e baixos da bolsa.

"Se é um investidor típico de renda fixa, que investia em CDB, por exemplo, é muito interessante que ele dê o primeiro passo com algo mais resiliente, como as ações do setor elétrico", explica Rafael Winalda, analista da Toro Investimentos. Para ele, se a carteira de ações pudesse ser comparada a um time de futebol em campo, as elétricas seriam os volantes, protegendo a defesa do time.

Segundo analistas, essa vantagem das empresas do setor se justifica mesmo pela menor exposição delas aos ciclos econômicos - incluindo, aqui, os movimentos do varejo e da indústria -, o bom fluxo de dividendos e a menor volatilidade em relação ao Ibovespa, o principal índice da bolsa, podem ser atrativos tanto para carteiras mais conservadoras quanto para as de maior apetite ao risco.

Sabrina Cassiano, analista da Necton Corretora, concorda que os papéis de energia podem ser um bom contrapeso a ações mais voláteis. "Essas ações são mais indicadas para carteiras de dividendos, mas, mesmo em carteiras mais arrojadas, são interessantes para dar um equilíbrio." As ações de elétricas seriam, assim, uma forma de "segurar" o rendimento da carteira em momentos de desvalorização de papéis de setores mais afetados por oscilações, como o varejo.

De um ano para cá, até 17 de janeiro, o Ibovespa subiu 24,25%, mas o Índice de Energia Elétrica acumula valorização ainda maior, de 52,14%. Winalda afirma que boa parte desse crescimento é atribuída a uma característica importante das empresas do setor: sua sensibilidade às taxas de juros, que determinam, indiretamente, o fluxo de dividendos pagos. "Muitas empresas têm dívida alta, e uma taxa de juros de dois dígitos prejudicava o lucro líquido. Agora, com o juro baixo, há um impacto menor do custo da dívida", analisa.

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