Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 15 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

comércio exterior

Edição impressa de 15/01/2020. Alterada em 15/01 às 03h00min

Estados Unidos irão apoiar entrada do Brasil na OCDE

Os Estados Unidos devem formalizar, hoje, o apoio à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo fontes, os americanos entregaram uma carta à organização oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão.
Os Estados Unidos devem formalizar, hoje, o apoio à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo fontes, os americanos entregaram uma carta à organização oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão.
"Os EUA querem que o Brasil se torne o próximo país a iniciar o processo de adesão à OCDE. O governo brasileiro está trabalhando para alinhar as suas políticas econômicas aos padrões da OCDE enquanto prioriza a adesão à organização para reforçar as suas reformas políticas", informou, na noite de terça-feira, a embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
Em outubro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, enviou um documento ao secretário-geral da entidade, Angel Gurria, em que afirmava que Washington defendia as candidaturas imediatas apenas de Argentina e Romênia.
A ausência do Brasil naquele documento gerou queixas de que o alinhamento de do presidente Jair Bolsonaro com Donald Trump não estaria trazendo os resultados esperados. Embora a reação negativa no Brasil tenha levado Pompeo a dizer que a carta não representava "com precisão" a opinião americana, a falta de um endosso mais explícito acentuou as críticas contra o comprometimento com os EUA.
Agora, a formalização do apoio foi costurada em Washington justamente para rebater os argumentos de que o Brasil não estaria recebendo nada em troca das concessões feitas aos norte-americanos. "A nossa decisão de priorizar a candidatura do Brasil como o próximo país a iniciar o processo é uma evolução natural do compromisso reafirmado pelo Secretário de Estado e pelo presidente Trump em outubro de 2019", acrescentou a missão diplomática norte-americana no Brasil.
De acordo com pessoas que acompanham o tema, os EUA querem que o Brasil "fure a fila" e ocupe o local que era da Argentina. Até o final do ano passado a Argentina era governada pelo liberal Mauricio Macri, o que fortalecia o pleito pelo ingresso na OCDE na visão dos norte-americanos.
Com a vitória do peronista Alberto Fernández, os norte-americanos passaram a considerar que as novas autoridades em Buenos Aires deixaram de ver a entrada no chamado clube dos países ricos como uma prioridade.
Essa mudança de postura permitiu que a troca fosse realizada e o Brasil entrasse no lugar dos "hermanos".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia