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Consumo

- Publicada em 03h00min, 15/01/2020.

Brasileiros preferem esperar saldões para fazer compras

Lojas em liquidação do Centro de Porto Alegre.

Lojas em liquidação do Centro de Porto Alegre.


/LUIZA PRADO/JC
A população que ganha até um salário-mínimo é a que mais aguarda por saldões para adquirir bens de maior valor, como eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Na faixa de renda de até cinco salários-mínimos, 60% afirmam que esperam os períodos de menor preço. Já entre os consumidores mais pobres, o índice sobe para 75%. Os dados são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira.
A população que ganha até um salário-mínimo é a que mais aguarda por saldões para adquirir bens de maior valor, como eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Na faixa de renda de até cinco salários-mínimos, 60% afirmam que esperam os períodos de menor preço. Já entre os consumidores mais pobres, o índice sobe para 75%. Os dados são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira.
Para Renato Fonseca, gerente de pesquisa e competitividade da CNI, a recessão econômica e a desigualdade social acabaram favorecendo o surgimento de consumidores mais conscientes. "A necessidade faz as pessoas terem um consumo mais amadurecido, não há aquele impulso. O consumidor quer comprar logo, mas, com a redução do orçamento familiar, há o estímulo pelo período de promoções, como o Dia das Mães ou a Black Friday", explica.
Os consumidores até um salário-mínimo também são mais atentos nos critérios de pós-venda: enquanto 78% deles afirmam que a assistência técnica e o relacionamento com a marca são fatores importantes, o percentual é de 69% entre quem ganha até cinco salários-mínimos. "As pessoas de renda mais baixa não têm muita opção, não vão poder trocar de televisão a cada dois anos, vão ter que esperar cinco ou 10 anos. Eles, então, acabam prestando atenção na garantia e no serviço de manutenção", avisa.
A preocupação com o pós-venda aumentou: passou de 65%, em 2013, para 74% em 2019. Fonseca explica que a internet é uma grande aliada na pesquisa de preços e em outros critérios importantes para a decisão de compra, como comparação de características técnicas e experiência do usuário. "Há uma facilidade muito grande no acesso a comentários de outros consumidores. Eles não vão comprar nenhum produto que deu errado ou teve um pós-venda ruim. Começamos a ter um consumidor mais empoderado", afirma.
Os preços são o principal critério apontado na escolha da compra e foram mencionados por 49% dos entrevistados. Em seguida vem a qualidade, com 47% dos votos, e a preferência por marca, com 34%. O fator menos relevante para os entrevistados foi a propaganda, mencionada como importante por 4%.
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