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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 10/01 às 19h09min

Bolsa de São Paulo estende série negativa e acumula perda de 1,87% na semana

O Ibovespa parecia a caminho de interromper a sexta-feira (10) uma sequência de perdas, em alta na maior parte da sessão, mas acabou cedendo terreno após as 16h, para estender a seis pregões a série negativa que interrompeu estreia fulminante no Ano Novo, quando superou pela primeira vez a marca de 118 mil pontos logo no pregão inicial de 2020, no dia 2.
O Ibovespa parecia a caminho de interromper a sexta-feira (10) uma sequência de perdas, em alta na maior parte da sessão, mas acabou cedendo terreno após as 16h, para estender a seis pregões a série negativa que interrompeu estreia fulminante no Ano Novo, quando superou pela primeira vez a marca de 118 mil pontos logo no pregão inicial de 2020, no dia 2.
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O principal índice da B3 fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,38%, a 115.503,42 pontos, agora negativo no mês (-0,12%), e com perda de 1,87% nesta primeira semana completa. Na mínima do dia, meia hora antes do fechamento, o Ibovespa chegou a perder os 115 mil pontos, a 114.952,34 pontos, tendo chegado aos 116.744,90 pontos na máxima da sessão. Em relação ao pico histórico de 118.573,10 pontos, do dia 2, o índice acumula agora perda de 2,58%. O giro financeiro de hoje totalizou R$ 19,7 bilhões.
A ponta curta da curva de juros sofreu um ajuste pontual, para cima, após leitura além do esperado para o IPCA de dezembro, que torna mais incerta a perspectiva para a reunião de fevereiro do Copom, sobre a qual já havia divisão do mercado quanto à probabilidade de corte adicional na taxa básica de juros, hoje em 4,50% ao ano - a simetria de posições, entre os que esperam ou não novo corte, ficou mais evidente após a nova leitura do IPCA.
Assim, as ações de bancos, com forte peso no Ibovespa, permaneceram entre as decepções deste início de ano, com a ON do Banco do Brasil em queda de 2,35%, a ordinária do Bradesco em baixa de 1,75% e a preferencial, de 1,82% no fechamento da sessão. O ajuste negativo do segmento, que vem de 2019, reflete uma variedade de fatores, como a queda de juros, o potencial de concorrência das fintechs e dos bancos digitais e mesmo as declarações de ontem à noite do presidente Jair Bolsonaro, de que a Caixa, ao cortar as taxas, pode induzir grau de concorrência maior no mercado de crédito.
"Continuamos a ver o cenário para inflação como benigno, com o movimento de dezembro ainda refletindo em boa parte o choque da carne, que não tende a alterar a perspectiva de longo prazo dos formuladores da política econômica", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, casa que aguarda corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, para 4%, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, e projeta IPCA a 3,68% no fim de 2020, abaixo do centro da meta para este ano, de 4%.
No exterior, novos desdobramentos no campo geopolítico contribuíram para a cautela, especialmente após autoridades americanas terem indicado que, além da eliminação do general Qassim Suleimani na semana passada, houve ataque a outro comandante militar iraniano, Abdul Reza Shahlai, no Iêmen, em operação que teria falhado. Em outro desdobramento relevante, o Departamento de Estado dos EUA negou categoricamente o pedido do primeiro-ministro interino do Iraque, Abdul-Mahdi, para elaborar um roteiro para a retirada de tropas americanas.
No cenário externo, também não contribuiu nesta sessão a leitura abaixo do esperado para a geração de vagas de trabalho e para o crescimento da renda salarial nos EUA em dezembro, apesar do contraponto significativo, de que a taxa de desemprego segue na mínima de 50 anos no país.
No Termômetro Broadcast Bolsa, a perspectiva do mercado para as ações nos próximos dias é otimista. Entre 23 participantes, 60,87% acreditam que a semana que vem será de ganhos para o índice, enquanto apenas 8,70% esperam queda e, para 30,43%, o principal indicador da B3 fechará a próxima semana sem variação.
Após uma largada positiva no ano, com ingresso de recursos concentrado no dia 3, os investidores estrangeiros sacaram com intensidade recursos da Bolsa brasileira na terça (7) e quarta-feira (8). Na terça-feira, os saques chegaram a R$ 1,706 bilhão e, na sessão de quarta, a R$ 1,616 bilhão. Assim, o saldo negativo de janeiro foi a R$ 3,065 bilhões, resultado de R$ 52,298 bilhões em compras e de R$ 55,364 bilhões em vendas de ações.
Estadão Conteúdo
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