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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

10/01/2020 - 12h09min. Alterada em 10/01 às 12h09min

Cenário externo mais calmo faz Ibovespa subir

A redução nas preocupações com a escalada de tensão geopolítica no Oriente Médio e a esperança de assinatura do acordo preliminar entre Estados Unidos este mês permitem ganhos moderados na maioria das bolsas norte-americanas. O Ibovespa, que tinha iniciado o pregão com alta discreta passou a renovar máximas mesmo depois do resultado mais fraco que o esperado do relatório de emprego norte-americano de dezembro. Com isso, os índices futuros de Nova Iorque reduziram as altas.
A redução nas preocupações com a escalada de tensão geopolítica no Oriente Médio e a esperança de assinatura do acordo preliminar entre Estados Unidos este mês permitem ganhos moderados na maioria das bolsas norte-americanas. O Ibovespa, que tinha iniciado o pregão com alta discreta passou a renovar máximas mesmo depois do resultado mais fraco que o esperado do relatório de emprego norte-americano de dezembro. Com isso, os índices futuros de Nova Iorque reduziram as altas.
No último mês de 2019, os EUA criaram 145 mil empregos. A taxa de desemprego permaneceu em 3,5%, o menor nível em 50 anos e em linha com a expectativa do mercado. Já o salário médio por hora dos trabalhadores aumentou 0,11% em dezembro ante novembro.
Às 12h05min, o Ibovespa subia 0,49%, na máxima, aos 116.512 pontos. Os futuros de Nova Iorque tinham ganhos de 0,08% a 0,32%, enquanto as bolsas europeias estavam entre quedas de 0,10% e elevação de 0,24%.
Os investidores monitoram notícias sobre o encontro entre o governo norte-americano e o chinês, previsto para o dia 15, quando deve ser selado o entendimento comercial 'fase 1'. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo comercial inicial com Pequim, que ele mesmo havia dito que seria assinado em 15 de janeiro, pode receber as assinaturas "pouco depois" disso.
Internamente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) realimenta o debate sobre o Copom de fevereiro, quando será definida a nova taxa Selic, que hoje está em 4,50%. Diante da atividade fraca, alguns estimam novo corte no mês que vem, mas há quem defenda manutenção do juro.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA subiu 1,15%, ante 0,51% em novembro, e fechou 2019 em 4,31%. A despeito de ter ficado aquém do centro da meta de 4,25%, o resultado anual superou o de 2018 (3,75%), ficando no maior nível desde 2016 (6,29%).
Contudo, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) da primeira prévia de janeiro desacelerou o ritmo de alta a 0,67%, após avanço de 1,83% em igual leitura de dezembro. A informação foi divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
"O arrefecimento do IGP-M pode ser um indicativo, um argumento de nova queda da Selic. Além disso, alguns indicadores de atividade estão vindo fracos. Porém, temos de esperar se haverá evolução da economia", observa Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.
Estadão Conteúdo
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