Porto Alegre, sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Energia

Notícia da edição impressa de 10/01/2020. Alterada em 17/01 às 15h46min

CPFL confirma interesse na disputa pela CEEE

Gustavo Estrella diz que a empresa observa oportunidades de investimento

Gustavo Estrella diz que a empresa observa oportunidades de investimento


ALEXANDRO AULER/JC
Jefferson Klein
Com apetite para investimentos, a CPFL apresenta-se como forte candidata na concorrência do processo de privatização do grupo CEEE. Uma das gigantes do setor elétrico brasileiro, a empresa já controla, no Rio Grande do Sul, a RGE, que distribui energia para 381 municípios. O presidente do grupo CPFL, Gustavo Estrella, confirma que a estatal gaúcha, assim como outras concessionárias que possam ser alienadas no País, estão no radar da companhia.
"A CPFL, como investidora do setor elétrico, em especial do segmento de distribuição, olha qualquer oportunidade de investimento que a gente possa vir a ter", enfatiza o executivo. Estrella acrescenta que a estratégia da acionista controladora da empresa, a chinesa State Grid, é de crescimento e foco no mercado brasileiro. Na área de geração, umas das prioridades é no campo da energia renovável, como a eólica e a solar.
O governador Eduardo Leite se diz otimista com o interesse de grandes companhias na privatização do grupo CEEE. Ele considera natural que possa haver a participação da CPFL, que já tem atuação no Rio Grande do Sul, mas ressalta que o governo está trabalhando para que haja a maior concorrência possível. O governador recorda que, ao fazer, recentemente, a parceria público-privada (PPP) do saneamento da Região Metropolitana, foi possível viabilizar, através da competição, um deságio de 37% do valor a ser cobrado da Corsan. "Temos a mesma expectativa em relação ao processo de privatização (da CEEE), quanto mais competição, melhor", frisa.
Para 2020, a CPFL projeta um investimento de cerca de R$ 2 bilhões em todo o País, e, nos próximos cinco anos, o planejamento prevê o aporte mínimo de R$ 10,3 bilhões, sem contar projetos novos. "Isso é basicamente relativo aos ativos que temos hoje ou dos leilões de geração e transmissão que foram vencidos, especialmente, a partir de 2018 e investimentos em distribuição", comenta Estrella. O governador e o presidente da CPFL estiveram, nessa quinta-feira, em São Leopoldo, na sede da RGE, participando do lançamento do programa de eficiência energética em hospitais da distribuidora gaúcha. A iniciativa consiste na instalação de painéis fotovoltaicos e substituições de lâmpadas convencionais por LEDs nos hospitais.
De 2019 a 2021, a RGE investirá R$ 50 milhões para beneficiar a 102 hospitais públicos e filantrópicos (na sua área de abrangência, a concessionária registra cerca de 400 estabelecimentos dessa natureza). O presidente da companhia, Marco Antonio Villela de Abreu, adianta que, futuramente, a atividade poderá ser expandida para outras unidades. A medida faz parte de determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que exige que parcela das receitas das distribuidoras brasileiras seja destinada a ações de eficiência energética.
O presidente da RGE enfatiza que o programa da companhia contribui para a melhoria da saúde pública. Com a atividade, o dirigente argumenta que o conjunto dos hospitais poderá reduzir em cerca de R$ 6 milhões os gastos com as contas de luz, e esses recursos poderão ser utilizados na ampliação do número de leitos ou na compra de novos equipamentos. Entre 2019 e 2023, Abreu diz que a RGE prevê investir R$ 4,3 bilhões em expansão, manutenção e modernização da sua rede elétrica no Estado. Somente em 2020, o montante deverá chegar a cerca de R$ 900 milhões.
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