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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

08/01/2020 - 16h37min. Alterada em 08/01 às 16h37min

PIB do Brasil deve terminar a década como o 9º maior do mundo, atrás de Reino Unido, Itália e Índia

A economia brasileira, que em 2011 chegou a se aproximar do Reino Unido como o sexto maior PIB do mundo (conjunto de bens e serviços produzidos pelo país), deve chegar no fim da década de 2010 como a nona no ranking global, sendo ultrapassada não só pelos britânicos como também por Itália e Índia e tendo o Canadá no seu encalço.
A economia brasileira, que em 2011 chegou a se aproximar do Reino Unido como o sexto maior PIB do mundo (conjunto de bens e serviços produzidos pelo país), deve chegar no fim da década de 2010 como a nona no ranking global, sendo ultrapassada não só pelos britânicos como também por Itália e Índia e tendo o Canadá no seu encalço.
Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), no auge da década, o PIB brasileiro chegou a US$ 2,61 trilhões em 2011 - pouco abaixo dos US$ 2,63 trilhões do Reino Unido naquela época.
No fim deste ano, deve ficar em só US$ 1,89 trilhão, prevê o FMI. Com isso, a economia brasileira será superada por Índia (US$ 3,2 trilhões) e Itália (US$ 2,01 trilhões), fechando o ano no fim da lista das principais economias do mundo.
No início dos anos 2010, a crise bancária de 2008 e a recessão foram fatores determinantes para a queda do Reino Unido no ranking das maiores economias do mundo. Por sua vez, o Brasil, assim como outros países da América do Sul, aproveitaram o boom de exportações para a China e outros países da Ásia para expandir economicamente.
Em 2011, o Brasil quase igualou o desempenho da economia britânica. A inversão de posição entre sexta e sétima economia mundial esteve muito próxima, mas não ocorreu se analisado a partir dos dados do PIB em valores nominais em dólares.
A velocidade e o cenário, no entanto, se inverteram com o passar dos anos. Enquanto o Brasil, a partir de 2014, entrou em uma recessão econômica, o Reino Unido apresentava taxas consistentes de crescimento, voltando a aumentar a distância que separava as duas economias na década passada.
De lá para cá, o Brasil não alcançou grandes resultados e o crescimento de 1,3% em 2018 manteve o país na posição de nona economia do mundo. Já o desempenho do Reino Unido atingiu 1,4%. A diferença que no começo da década foi de US$ 120 bilhões, em 2018 se aproximou de US$ 987 bilhões.
As projeções para 2019 não indicam que o cenário possa mudar. Enquanto economistas ouvidos pelo Banco Central estimam que o Brasil irá crescer 1,17% em 2019, o crescimento estimado pela Reuters para o Reino Unido está em 1,3%. Dados divulgados até o terceiro trimestre de 2019 apontam que enquanto a economia brasileira produziu US$ 1,05 trilhão, o Reino Unido acumula US$ 1,65 trilhão.
Para a primeira metade desta década que se inicia, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) estimam que o Brasil irá crescer mais que o Reino Unido, mas não o suficiente para ultrapassar os britânicos no ranking.
Até 2024, enquanto o país sul americano terá avanço do PIB superior a 2% ao ano até 2024, o país europeu tem taxa estimada em 1,5% ao ano. Em valores, a diferença chegará a US$ 720 bilhões no desse período.
Se as duas economias não devem apresentar grandes transformações, outros países terão surpresas. Um dos menores e mais pobres países da América do Sul está prestes a vivenciar o crescimento mais rápido do planeta.
Segundo o FMI, a Guiana, com 780 mil habitantes e que faz fronteira com o Brasil, Suriname e Venezuela no lado Nordeste da região, deve avançar 86% em 2020. O avanço em 2019 deve ficar em torno de 4,4%.
Agência O Globo
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