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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Edição impressa de 08/01/2020. Alterada em 08/01 às 03h00min

Indicadores de emprego melhoram em dezembro

Expectativas para o mercado de trabalho estão mais favoráveis, diz FGV

Expectativas para o mercado de trabalho estão mais favoráveis, diz FGV


/MARCELO G. RIBEIRO/arquivo/JC

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 1,5 ponto na passagem de novembro para dezembro, para 89,9 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira. Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 0,9 ponto.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 1,5 ponto na passagem de novembro para dezembro, para 89,9 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira. Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 0,9 ponto.

"O IAEmp encerra 2019 em trajetória positiva. Depois de passar por alguns meses sem mostrar uma reação clara, o indicador sugere que as expectativas para o mercado de trabalho se tornaram mais favoráveis no último trimestre. Contudo, o patamar ainda baixo do indicador mostra que há um longo caminho pela frente e que o cenário de recuperação gradual se mantém para o início de 2020", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 0,8 ponto em dezembro ante novembro, para 95,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, porém, o indicador subiu 0,8 ponto. "A queda do ICD no mês não foi suficiente para recuperar a alta de novembro. Apesar disso, o resultado positivo de dezembro mantém a expectativa de redução lenta e gradual da taxa de desemprego nos próximos meses", completou Rodolpho Tobler.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego: quanto menor o número, melhor o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto maior o patamar, mais satisfatório o resultado.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, quatro dos sete componentes contribuíram positivamente para o resultado, com destaque para a Situação Atual dos Negócios no setor de Serviços, que subiu 5 pontos. No ICD, o resultado foi influenciado por três das quatro classes de renda familiar, com exceção das famílias que recebem de R$ 4,8 mil a R$ 9,6 mil mensais.

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