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Varejo

- Publicada em 10h24min, 02/01/2020. Atualizada em 10h24min, 02/01/2020.

Empresários do setor de vestuário projetam melhora das vendas nos próximos seis meses

Crise econômica e maçante carga tributária paga pelo setor dificultaram o crescimento nas vendas

Crise econômica e maçante carga tributária paga pelo setor dificultaram o crescimento nas vendas


MARCELO G. RIBEIRO/ARQUIVO/JC
Os empresários gaúchos do segmento de vestuário estão otimistas com os negócios para os próximos seis meses. Segundo a Sondagem de Segmentos Vestuário, divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira (2), 51,9% dos entrevistados acreditam que as vendas deverão melhorar um pouco, enquanto 22,3% acreditam que elas irão melhorar muito.
Os empresários gaúchos do segmento de vestuário estão otimistas com os negócios para os próximos seis meses. Segundo a Sondagem de Segmentos Vestuário, divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira (2), 51,9% dos entrevistados acreditam que as vendas deverão melhorar um pouco, enquanto 22,3% acreditam que elas irão melhorar muito.
“O número não surpreende. O empreendedor é tipicamente um otimista, sempre à espera de um amanhã melhor. O ponto positivo é que estamos terminando o ano de 2019 bem melhor do que começamos, o que contribui para que essas expectativas sobre 2020 sejam mais realizáveis. Os primeiros relatos sobre o Natal de 2019 são muito bons e um Natal bom no varejo costuma ser um prenúncio de Ano-Novo melhor!”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.
O estudo ouviu 385 estabelecimentos gaúchos optantes pelo Simples Nacional que, em sua maioria, avaliaram as vendas do setor nos últimos seis meses como regular (37,4%) e bom (31,2%). Os empresários do segmento creditaram à crise econômica (72,2%) e à maçante carga tributária paga pelo setor (24,7%) a dificuldade de crescimento nas vendas.
A sondagem tem por objetivo conhecer o perfil das empresas além da sua avaliação sobre o momento atual e suas perspectivas. Nesse sentido, um aspecto pesquisado é a origem dos produtos revendidos nos estabelecimentos do setor de vestuário. Entre os empresários entrevistados, 77,4% responderam que compram os produtos dentro do Rio Grande do Sul para revender e 74,8% compram de fora, mostrando que uma grande maioria dos estabelecimentos conta com produtos produzidos no Estado ou fora dele.
Dos respondentes, 85,5% buscam continuamente atualizar e renovar a variedade de produtos de acordo com as tendências de consumo do mercado. Sobre os meios de pagamento utilizados pelas empresas do setor estão dinheiro e cartão de crédito empatados (95,8%), seguido de cartão de débito (95,1%) e crediário próprio/carnê (37,7%). Mais da metade (69,9%) não trabalha com vendas em consignação, ou seja, quando o cliente leva o produto para casa para avaliar se deseja adquiri-lo ou não.
Sobre a gestão financeira, o estudo mostrou que 79,0% dos entrevistados possuem uma contabilidade independente quando se trata de separação das finanças do negócio e dos donos. Mais da metade (51,9%) realiza uma análise financeira dos negócios mensalmente, no entanto, 18,7% ainda tem um controle muito superficial ou simplesmente não faz análise de finanças, o que mostra que o planejamento financeiro ainda precisa de organização.
Mais da metade dos entrevistados (56,4%) responderam que o negócio não está endividado. E quando existe a necessidade de tomar crédito, a pesquisa apontou que a maioria utiliza capital próprio dos sócios (66,0%), seguidos daqueles que recorrem ao banco ou cooperativa de crédito onde têm conta corrente (32,5%) ou financeira (1,6%), o que ajuda a explicar os números apontados pelo indicador de endividamento.
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