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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Edição impressa de 06/01/2020. Alterada em 06/01 às 03h00min

Sicredi Serrana investe em novo modelo de agência

Estabelecimento de 540 m2 terá 95% de seus conteúdos recicláveis

Estabelecimento de 540 m2 terá 95% de seus conteúdos recicláveis


/Sicredi Serrana/Divulgação/JC
Roberto Hunnoff

Veranópolis, na serra gaúcha, será a terceira cidade brasileira e a primeira das regiões Sul e Sudeste do País a abrigar uma agência bancária construída a partir de contêineres e totalmente sustentável. As obras tiveram início na segunda quinzena de dezembro, com expectativa de término até o final do primeiro semestre de 2020. A iniciativa é da Sicredi Serrana, que tem sede em Carlos Barbosa, e 33 agências em 22 municípios da Serra e do Vale do Caí.

Veranópolis, na serra gaúcha, será a terceira cidade brasileira e a primeira das regiões Sul e Sudeste do País a abrigar uma agência bancária construída a partir de contêineres e totalmente sustentável. As obras tiveram início na segunda quinzena de dezembro, com expectativa de término até o final do primeiro semestre de 2020. A iniciativa é da Sicredi Serrana, que tem sede em Carlos Barbosa, e 33 agências em 22 municípios da Serra e do Vale do Caí.

De acordo com o diretor-executivo, Odair Dalagasperina, a agência de 540 metros quadrados será construída a partir de 20 contêineres, já dispostos no local da construção, com 95% de conteúdos recicláveis, e desmontável, com aproveitamento de até 85% do material em uma eventual mudança de local.

Em atividade, a agência terá economia de 60% no consumo de energia elétrica, além da captação de água da chuva para atividades básicas, como no uso em banheiros. Também serão montadas salas de coworking e de aprendizagem para uso público, além de um bicicletário para estimular o uso das bicicletas como transporte alternativo.

Responsável pelo projeto, o arquiteto chileno Igor San Martin garantiu que não haverá consumo algum de água tratada para a construção, e a geração de resíduos não passará de 2% do total do material empregado. "Em uma obra convencional, consome-se uma média de 500 litros de água por m2 construído e os resíduos gerados variam de 17% a 30%", comparou. Haverá uso de água somente para lavagem dos pneus dos caminhões que circularem no local e para serviços básicos. Mas sua origem será a captação de água da chuva, que ficará armazenada em depósito com capacidade para 40 mil litros. Também informou que as emissões de CO2 se limitarão a 5%, enquanto obras convencionais emitem até 65%.

San Martin não especificou o valor total da obra, mas assegurou ser inferior ao CUB, indicador usado pela construção civil para definição dos preços de seus empreendimentos. "São vários os fatores que permitem uma obra mais barata, como construção mais rápida e utilização de menos mão de obra", citou. O projeto será inscrito para obtenção da certificação do Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), selo mais importante no reconhecimento internacional da sustentabilidade. "O projeto é ambiental e economicamente viável, com retorno previsto para três anos, considerando somente a economia com o pagamento de água e de luz", reforçou Dalagasperina, que adiantou estudos para levar o mesmo conceito a novas agências. "Só dependemos da localização e dos parceiros", assegurou.

A cooperativa tem projetos de mais duas agências para Bento Gonçalves e uma para Flores da Cunha. Outra iniciativa de conteúdo sustentável é o investimento de R$ 5 milhões, no próximo ano, na construção de seis usinas com painéis fotovoltaicos para garantir autonomia energética às 33 agências e à sede. A expectativa de Dalagasperina é que, a partir de julho de 2020, as usinas já estejam em operação.

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