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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Edição impressa de 27/12/2019. Alterada em 27/12 às 03h00min

Shoppings registram as melhores vendas desde 2014

Categorias de roupas, brinquedos e cosméticos lideraram as compras durante o período natalino

Categorias de roupas, brinquedos e cosméticos lideraram as compras durante o período natalino


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
As vendas de Natal tiveram crescimento nominal de 9,5% neste ano, segundo levantamento da Alshop (Associação dos Lojistas de Shopping) com 400 empresas que representam 30 mil pontos de venda. É o melhor resultado desde 2014. As categorias de roupas, brinquedos e cosméticos lideraram as compras durante o período natalino, de acordo com a associação. O resultado superou as expectativas da entidade, que projetava 6,5% de alta.
As vendas de Natal tiveram crescimento nominal de 9,5% neste ano, segundo levantamento da Alshop (Associação dos Lojistas de Shopping) com 400 empresas que representam 30 mil pontos de venda. É o melhor resultado desde 2014. As categorias de roupas, brinquedos e cosméticos lideraram as compras durante o período natalino, de acordo com a associação. O resultado superou as expectativas da entidade, que projetava 6,5% de alta.
No ano, o faturamento do setor do varejo em shopping registrou alta de 7,5%, com receita de R$ 168,2 bilhões. A pesquisa, feita pela associação e pelo Ibope, levou em conta dados dos 762 centros comerciais do País. A projeção de crescimento era de 5%.
O comércio eletrônico cresceu 15% em 2019, com faturamento de R$ 61,2 bilhões no ano. As vendas natalinas no comércio eletrônico movimentaram R$ 11 bilhões neste ano. "Esperamos ter de 26 de dezembro a 31 de dezembro um movimento bom também, é histórico. As pessoas que receberam presentes farão troca. Na parte de vestuário, muita roupa branca sai devido ao Réveillon", disse Nabil Sahyoun, presidente da associação.
Para ele, o pagamento do 13º salário, a liberação do PIS/Pasep e do FGTS, e a queda na taxa de juros e do desemprego contribuíram para a alta do setor. "O pagamento do 13º teve uma injeção de R$ 214,6 bilhões na economia, segundo o Dieese, a taxa de juros é a menor desde 1999 e a inflação está controlada. São fatores essenciais", disse.
Os empregos temporários no segmento somaram, neste ano, 103 mil postos de trabalho, 40% a mais que em 2018. Hoje, o setor emprega 1,3 milhão de vagas. "Historicamente, 20% deles se transformam em empregos permanentes, possivelmente para expansão de novas lojas ou substituição de mão de obra", afirmou Sahyoun.
Segundo o levantamento encomendado pela Alshop ao Ibope, 12 centros comerciais foram inaugurados em 2019. Desses, nove estão em cidades do interior e cinco deles, na Região Sudeste. "A tendência é de interiorização, dado que as principais capitais estão saturadas. Hoje, 55% dos shoppings estão em cidades do interior", afirmou Luís Augusto da Silva, diretor da Alshop.
A expectativa da entidade é que, com a projeção de crescimento do PIB acima de 2%, entre 13 e 20 centros comerciais sejam abertos em 2020. "Hoje, há 31 shoppings em construção ou previsão de abertura nos próximos anos, dos quais 20 serão no interior. Com o crescimento da economia, a tendência é de aceleração dos investimentos", disse Sahyoun.
"Sem dúvida tínhamos uma demanda reprimida, mas por outro lado, crescer 7,5% no ano é algo bom. Um dado fundamental para 2020 é que a maioria dos empresários com os quais conversamos diz que vai investir na expansão de suas lojas."
A entidade afirma que a aprovação da reforma tributária pode destravar investimentos e potencializar o crescimento do varejo. "A reforma ideal teria redução de imposto, mas isso dificilmente vai acontecer. Para nós, empresários, a desburocratização e a união de vários impostos em um único já seria um fator muito importante", afirmou Nabil Sahyoun.

Expectativa é de 31 novos empreendimentos em três anos

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) está otimista quanto ao crescimento esperado no número de novos empreendimentos no País. Segundo sondagem realizada pela entidade, o Brasil deve ganhar 31 novos centros de compras ao longo dos próximos três anos.
"Se as reformas econômicas avançarem - em especial, a tributária e a administrativa - e o ano de 2020 for bom, as construções tendem a acelerar e podemos ter de 15 a 20 inaugurações já no próximo ano", disse Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.
O resultado indica uma possível melhora do setor, mas o número ainda é um tanto tímido em comparação com o começo da década, quando mais de 30 shoppings eram abertos a cada ano no Brasil. Hoje, o País conta com 762 shopping ativos, incluindo 12 que foram inaugurados neste ano.
O presidente da associação de lojistas em shoppings afirmou que a grande maioria dos empresários está investindo na expansão das lojas, movimento que inclui desde grandes redes até franquias. Segundo ele, há uma tendência de interiorização dos shoppings, devido à saturação dos empreendimentos nas capitais.
Na opinião do diretor institucional da Alshop, Luís Augusto Ildefonso, a ocupação dos shoppings está crescendo, embora ele não tenha citado números atualizados que apontem o movimento. "Chegamos a ter vacância de 45% nos shoppings novos há quatro anos, durante a crise. Mas o percentual caiu bastante", disse.
Ildefonso afirma que a relação entre o lojista e os proprietários de shoppings está mais "afável", com contratos mais flexíveis. "A tendência é que a vacância diminua. As lojas fechadas na crise precisam ser reabertas. E há novas marcas a caminho, inclusive estrangeiras", afirmou.
Questionados sobre o avanço do comércio eletrônico, Sahyoun disse entender que o varejo físico "está um passo adiante" do on-line. "Mesmo que o consumidor compre no modelo on-line, jamais vai deixar de visitar os shoppings, onde há experiência de compra, emoção do convívio e entretenimento", comentou.
 

Capital tem aumento de 4,2% no comércio natalino

A forma preferida dos clientes foi a parcelada no cartão de crédito, segundo o Sindilojas

A forma preferida dos clientes foi a parcelada no cartão de crédito, segundo o Sindilojas


MARCO QUINTANA/JC
Um levantamento realizado, nesta quinta-feira, pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, indicou que o comércio da Capital obteve resultado superior ao do ano passado no Natal. O aumento médio ficou em 4,2% em lojas de vestuário, calçados, brinquedos, eletroeletrônicos e bazares da capital gaúcha.
Questionados sobre o possível motivo para esse crescimento, lojistas relataram o 13º salário e a liberação do FGTS, que aqueceu o comércio no mês de dezembro. Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, o segundo fator foi extremamente positivo para o setor: "A decisão do governo em adiantar o calendário do saque do FGTS deu o impulso que os lojistas precisavam para encerrar o ano e para iniciar 2020 mais otimistas".
O tíquete médio (valor gasto por pessoa) também foi satisfatório, ficando acima do indicado previamente em pesquisa com consumidores sobre intenção de compra para a data: de R$ 164,00 passou para R$ 197,00. Roupas, calçados e eletroeletrônicos apareceram entre os três mais vendidos, seguidos por perfumes e cosméticos, brinquedos, artigos de decoração e acessórios.
A respeito do pagamento, os lojistas relataram que a forma preferida dos clientes foi a parcelada no cartão de crédito (51,3%), seguida de à vista no débito (33,3%), à vista em dinheiro (10,3%) e em parcelas no crediário (5,1%). Quem antecipou as compras em 15 dias representou apenas 5% dos consumidores.
 
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