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Indústria

- Publicada em 03h22min, 06/12/2019. Atualizada em 03h00min, 06/12/2019.

Exportações de aço devem cair 6,7% em 2019

Entidade setorial afirma que ano foi frustrante pois não houve retomada

Entidade setorial afirma que ano foi frustrante pois não houve retomada


/GEORGE FREY/AFP/JC
A indústria nacional de aço deve fechar o ano com uma queda de 6,7% no volume de exportação (13 milhões de toneladas) e aumento de 2,1% nas importações (2,5 milhões de toneladas). A estimativa foi apresentada pelo Instituto Aço Brasil, que indica, ainda, que as vendas internas também tendem a um resultado inferior ao de 2018 em 18,5 milhões de toneladas.
A indústria nacional de aço deve fechar o ano com uma queda de 6,7% no volume de exportação (13 milhões de toneladas) e aumento de 2,1% nas importações (2,5 milhões de toneladas). A estimativa foi apresentada pelo Instituto Aço Brasil, que indica, ainda, que as vendas internas também tendem a um resultado inferior ao de 2018 em 18,5 milhões de toneladas.
Em relação ao consumo aparente, que considera vendas de empresas locais e importações, espera-se um total de 20,7 milhões de toneladas comercializados, o que significa uma queda de 2,4% em relação ao volume registrado no ano passado.
O presidente-executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, explicou que o ano teve um início desfavorável para o setor. "O primeiro semestre foi muito ruim. Diria que a economia frustrou as expectativas dos que tinham a esperança de uma retomada mais vigorosa", disse, lembrando do crime ambiental de Brumadinho (MG) como um dos impactos negativos.
Nos próximos cinco anos, a expectativa do Aço Brasil é que companhias do segmento invistam US$ 9 bilhões nos próximos cinco anos. Outro desafio do setor é em relação à utilização da capacidade instalada da indústria brasileira de aço, atualmente subutilizada, em torno de 64% do total disponível. Para Lopes, o ideal seria a utilização de, no mínimo, 85% da capacidade instalada. Para atingir essa condição, a produção teria que alcançar as 9,5 milhões de toneladas e seria capaz de gerar 203.863 vagas de empregos diretos e indiretos.
Segundo o presidente-executivo do instituto, o otimismo em relação ao futuro está associado a desdobramentos do contexto sociopolítico do País. Perguntado sobre a sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar o aço brasileiro, Marco Polo de Mello Lopes disse que os contratos já firmados com clientes norte-americanos estão sendo cumpridos, mas novas negociações estão suspensas devido ao clima de "insegurança".
 
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