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Varejo

- Publicada em 21h53min, 03/12/2019. Atualizada em 21h52min, 03/12/2019.

CDL-POA vê 2020 com expansão distribuída

PIB de 2020 não significa muito pela baixa base dos últimos anos, diz Frank

PIB de 2020 não significa muito pela baixa base dos últimos anos, diz Frank


/CLAITON DORNELLES/arquivo/JC
Adriana Lampert
A queda da demanda por bens e serviços exportados pelo País em 2019, em vista do baixo crescimento econômico do mercado internacional, deverá se repetir no ano que vem. Esta é a perspectiva do economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Oscar Frank, que palestrou ontem durante a reunião-almoço Cenários 2020, promovida pela entidade no Salão Nobre do Plaza São Rafael. Frank destacou que a queda nos investimentos a partir da volatilidade financeira de outros países também influenciou na revisão de expectativas do desempenho do PIB brasileiro. "Iniciamos o ano com a perspectiva de que o índice seria de 3%, mas atualmente já se sabe que não deve ultrapassar 1%", destacou o economista.
A queda da demanda por bens e serviços exportados pelo País em 2019, em vista do baixo crescimento econômico do mercado internacional, deverá se repetir no ano que vem. Esta é a perspectiva do economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Oscar Frank, que palestrou ontem durante a reunião-almoço Cenários 2020, promovida pela entidade no Salão Nobre do Plaza São Rafael. Frank destacou que a queda nos investimentos a partir da volatilidade financeira de outros países também influenciou na revisão de expectativas do desempenho do PIB brasileiro. "Iniciamos o ano com a perspectiva de que o índice seria de 3%, mas atualmente já se sabe que não deve ultrapassar 1%", destacou o economista.
Frank lembrou que, segundo o Relatório Focus, no ano que vem o PIB do País deve alcançar um resultado de 2,2%. "Apesar de ser o dobro desempenho esperado para 2019, não significa muita coisa, pois a base é muito baixa, uma vez que os últimos quatro anos foram bastante complicados", ponderou. Para o especialista, alguns aspectos podem ser comemorados: juros baixos, com taxa Selic em 4,5% e da inflação (3,6%) abaixo da meta de 4% possibilitam um desempenho mais homogêneo entre os três setores da economia. "Se conseguirmos fortalecer a agenda de reformas também será possível evitar uma maior desvalorização do câmbio."
Em vista da recuperação lenta da economia, não deverá ocorrer grande pressão sobre os preços - a partir do dólar na casa de R$ 4,00 - o que deve comprimir as margens de lucro dos lojistas, uma vez que o poder de compra dos trabalhadores diminui, observou Frank. Para ele, este será um dos grandes desafios do varejo em 2020. "No entanto, esperamos uma aceleração do desempenho do setor em âmbito regional, puxado pela renda real, a partir da retomada do mercado de trabalho, a queda estrutural da taxa Selic e a inflação sob controle", avalia o economista. "À medida que se tem um ambiente de maior crescimento, a tendência é que os consumidores se sintam mais confiantes para gastar no comércio e nos serviços."
"O varejista sempre acredita que vai melhorar, no entanto, estamos vendo que a economia não deve alavancar como um todo", observou o presidente da CDL-POA, Alcides Debus. Na visão do dirigente, o conceito de "fazer mais com menos" deve ser considerado no planejamento das empresas. Investir em pessoas e tecnologia serão estratégias para superar os desafios no decorrer do próximo ano, destacou Debus. Durante a reunião-almoço, três empresários do varejo palestraram sobre as principais tendências para o mercado varejista.
O CEO das Lojas Quero-Quero, Peter Furukawa, recomendou que os gestores sejam "otimistas na hora de planejar e pessimistas na hora de gastar". O empresário, que anunciou a abertura de 70 unidades em 2020 (sendo que 40 contratos já foram assinados), ressaltou que é preciso ter em mente que "o varejo não quebra por queda nas vendas, mas sim pela má gestão do fluxo de caixa." Também o CEO das Farmácias São João, Pedro Henrique Brair, anunciou expansão. "Atualmente somamos 690 unidades e iremos inaugurar outras 20 até janeiro do ano que vem. A previsão é finalizar 2020 com 750 lojas." Já o diretor de varejo da Paquetá, Rafael Boettner, destacou que, antes de pensar em expandir, as empresas devem "pensar no negócio e no mercado, focando na eficiência operacional e nos resultados".
 
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