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Porto Alegre, terça-feira, 03 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de capitais

Edição impressa de 03/12/2019. Alterada em 03/12 às 03h00min

Bolsa não sustenta retorno a 109 mil pontos

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O Ibovespa não conseguiu sustentar o nível de 109 mil pontos nos minutos finais da sessão, mas, ainda assim, o primeiro dia de negócios em dezembro foi positivo para os que acreditam no rali de fim de ano, que venha a concretizar projeções de que o Ibovespa pode encerrar 2019 dentro de nova faixa de máximas históricas, entre 115 mil e 120 mil pontos.

Contribuíram para a alta do índice a expectativa para o PIB, nesta terça-feira, e revisões positivas sobre as exportações brasileiras entre setembro e novembro, que mitigam temores quanto ao comportamento das contas externas. O giro financeiro foi de
R$ 16,9 bilhões.

Assim, totalmente descolado do dia ruim no exterior, com perdas na casa de 2% em Frankfurt e Paris, e recuo em torno de 1% em Wall Street, o principal índice da B3 encerrou a sessão desta segunda-feira em alta de 0,64%, a 108.927 pontos, reaproximando-se da máxima histórica de fechamento, de 109.580,57 pontos, atingida em 7 de novembro. No ano, o Ibovespa acumula agora ganho de 23,94%. Na mínima de hoje, o índice à vista foi a 108.233,28 pontos e, na máxima, a 109.278,67 pontos.

Mesmo com as novas ameaças protecionistas do presidente dos EUA, Donald Trump, ao aço e alumínio produzidos por Brasil e Argentina, o setor de siderurgia esteve entre os vitoriosos da sessão, assim como a Vale ( 2,72%).

"O mercado está antecipando uma leitura positiva sobre o PIB amanhã, considerando os indicadores antecedentes do BC. Ficamos descolados do dia ruim lá fora, e o Ibovespa pode testar novas máximas ainda esta semana, em direção aos 110 mil pontos", diz Marco Antonio Tulli Siqueira, chefe da mesa de operações da Coinvalores. Ele chama atenção em particular para o bom desempenho das ações do setor de varejo, antes e depois da Black Friday. As ações de bancos também seguem em recuperação.

Embora o PIB fale mais do passado do que do futuro, uma forte leitura sobre o terceiro trimestre, conforme parte do mercado espera, pode reforçar a perspectiva de um ritmo de recuperação econômica mais sólido, com efeitos positivos para 2020.

O dólar fechou nesta segunda no menor nível em 10 dias, em baixa de 0,68%, a R$ 4,2119. A segunda-feira foi marcada por queda do dólar ante a maioria das divisas, em meio a renovados temores sobre os rumos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China após a decisão de Donald Trump de taxar o aço do Brasil e da Argentina. A nova revisão nos números da balança comercial, anunciada hoje à tarde pelo ministério da Economia, que aumentou as exportações brasileiras dos últimos três meses em US$ 6,5 bilhões, também ajudou a fortalecer o real, que teve um dos melhores desempenhos hoje no mercado internacional de moedas.

Para Cleber Alessie Machado Neto, operador de câmbio da H.Commcor DTVM, o dia no mercado cambial foi de correção, seguindo o movimento dos ativos americanos. Tanto nas bolsas americanas quanto europeias, a primeira etapa do pregão foi no terreno negativo. "Os dados ruins da economia dos Estados Unidos e a continuidade das incertezas sobre a guerra comercial ativaram a correção das bolsas e do próprio dólar, que caiu contra praticamente todas as divisas, tanto fortes quanto de emergentes", disse Neto.

"O mercado fica muito inseguro com isso tudo e me surpreende a resiliência dos ativos brasileiros hoje", disse o operador da H.Commcor. Do ponto de vista interno, ele ressalta que o mercado está vendo com bons olhos as revisões das exportações que vêm sendo feitas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na quinta-feira passada, as vendas externas de novembro já haviam sido revisadas para cima em quase US$ 4 bilhões. Hoje, foram os números de setembro e outubro que foram melhorados. Com isso, as exportações dos últimos três meses cresceram em
US$ 6,488 bilhões.

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