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Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

02/12/2019 - 11h34min. Alterada em 02/12 às 11h34min

Bom humor externo prevalece e Bolsa sobe apesar de notícias sobre tarifas

O otimismo externo permitiu abertura em alta da Bolsa brasileira neste primeiro dia útil de dezembro, pegando carona no bom humor internacional. Indicadores de atividade da China mostrando crescimento do país sustentam esse otimismo, ainda que os investidores continuem preocupados com relação ao impasse comercial sino-americano. Além da alta dos mercados acionários internacionais, o petróleo avança acima de 2% por conta de expectativas de novos cortes na produção da commodity.
O otimismo externo permitiu abertura em alta da Bolsa brasileira neste primeiro dia útil de dezembro, pegando carona no bom humor internacional. Indicadores de atividade da China mostrando crescimento do país sustentam esse otimismo, ainda que os investidores continuem preocupados com relação ao impasse comercial sino-americano. Além da alta dos mercados acionários internacionais, o petróleo avança acima de 2% por conta de expectativas de novos cortes na produção da commodity.
"Há um clima melhor lá fora, que atinge a Bolsa", diz um operador, ponderando que a notícia de que os Estados Unidos pretendem retomar, imediatamente, tarifas sobre aço e alumínio de Brasil - e também da Argentina - não deve afetar o Ibovespa de forma considerável. "Sem dúvida, tende a contaminar os papéis de mineração e siderurgia, mas não de maneira expressiva", opina. Ações do setor chegaram a cair mais cedo, mas passaram a subir.
Às 11h30min, o Ibovespa tinha alta de 0,80%, aos 109.094 pontos.
Para o economista-chefe da Quantitas Asset, Ivo Chermont, a notícia da imposição de tarifas nas importações de aço do Brasil pode ser um motivo para que alguém tome decisão que já queria ter tomada antes, mas não deve ter força para mudar os fundamentos. "Foi um fim de semana positivo do ponto de vista macro. Tivemos dados da China melhores, e até mesmo na Europa, que vinha com mais dificuldades", afirma.
A economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour Chachamovitz, também ressalta que a decisão dos EUA deve ter impacto bem pequeno na economia real brasileira. Conforme ela, como as exportações, principalmente de aço, para os EUA não são tão relevantes, o efeito sobre a balança comercial do Brasil tende a ser modesto, porém pode abrir precedente para outras medidas do tipo. "Claro que fica um clima negativo pois pode reacender a intenção do presidente Donald Trump de reagir da mesma forma a outros setores. Aumenta a incerteza. Fica uma ameaça no ar", afirma.
"Não vejo isso como um grande fator. Os EUA não são o principal parceiro do Brasil na área de aço", reforça o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que retomará, de imediato, a imposição de tarifas a importações de aço e alumínio do Brasil e da Argentina, uma vez que ambos os países "vêm promovendo maciça desvalorização" de suas moedas, "o que não é bom" para produtores agrícolas americanos.
Nesta segunda-feira, o investidor da B3 deve fazer ainda um balanço das vendas feitas nos últimos dias por conta da black friday, estima um operador. "Vamos ver como reagirão as ações do setor de consumo na Bolsa", diz.
Estadão Conteúdo
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