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mercado financeiro

- Publicada em 10h50min, 02/12/2019. Atualizada em 10h50min, 02/12/2019.

Ameaça de tarifas no aço e alumínio motiva alta no dólar

Depois de abrir com sinal positivo, o dólar passou a alternar altas e baixas até marcar mínima intraday aos R$ 4,22 alguns minutos depois do leilão do Banco Central (BC) de moeda à vista na manhã desta segunda-feira (2). A autoridade monetária vendeu US$ 480 milhões, quase a totalidade dos US$ 500 milhões ofertados, o que foi considerado um fator para o mercado segurar a cotação, num dia de notícias positivas e negativas, segundo Alessandro Faganello, consultor de câmbio da Advanced Corretora.
Depois de abrir com sinal positivo, o dólar passou a alternar altas e baixas até marcar mínima intraday aos R$ 4,22 alguns minutos depois do leilão do Banco Central (BC) de moeda à vista na manhã desta segunda-feira (2). A autoridade monetária vendeu US$ 480 milhões, quase a totalidade dos US$ 500 milhões ofertados, o que foi considerado um fator para o mercado segurar a cotação, num dia de notícias positivas e negativas, segundo Alessandro Faganello, consultor de câmbio da Advanced Corretora.
A operação do BC estava vinculada a outro leilão, de swap cambial reverso, em que também foram vendidos US$ 480,0 milhões.
Como notícia positiva, Faganello citou os dados da China, que mostraram a economia asiática numa retomada um pouco mais forte que o previsto. Como fator de alta para o dólar, a notícia do dia é a ameaça do presidente Donald Trump de retaliar setor de aço e alumínio do Brasil e da Argentina.
Por volta das 8 horas, Trump tuitou que pretende sancionar produtos brasileiros em razão da forte desvalorização cambial, observada em novembro. No mês passado, o dólar subiu 5,8% ante o real. A moeda brasileira teve o segundo pior desempenho entre suas pares, ficando atrás apenas do peso chileno.
A forte alta da moeda americana em novembro, inclusive, abriu espaço para um ajuste para baixo na cotação, que tem o apoio hoje de uma trégua no desenho pessimista de cenário econômica para o gigante do comércio global e grande importador do Brasil, a China. O índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial chinês alcançou o maior nível em novembro desde dezembro de 2016.
Às 10h45min, o dólar à vista caía 0,23% aos R$ 4,2294. Na mínima, marcou R$ 4,2261. No mesmo horário no exterior, o Dollar Index recuava 0,02%. E a moeda americana tinha queda de 0,37% ante o dólar australiano; alta de 0,12% ante a lira turca; queda de 0,01% ante o peso mexicano; queda de 0,05% ante o rublo russo e queda de 0,05% ante o rand sul-africano.
Sobre a ação de Trump contra o Brasil, o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito, afirmou que o "movimento intempestivo" é tão desproporcional que sugere motivação alheia ao mercado de moedas. "Esta ação de Trump é tão desproporcional que sugere que, talvez, seja uma retaliação sobre outros assuntos, como as disputas em relação a tecnologia 5G, por exemplo", escreve o economista.
Na avaliação de Perfeito, a retórica antiglobalista de Trump é um golpe duro ao Palácio do Planalto, que enxerga a Casa Branca como um grande aliado. Inclusive, pouco depois do tuíte do americano, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou a jornalistas em frente ao Palácio do Alvorada que vai conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre essa elevação das tarifas contra o País. "Se for o caso, falo com Trump", disse o presidente do Brasil, acrescentando que tem "canal aberto" com seu par americano.
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