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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

29/11/2019 - 16h45min. Alterada em 29/11 às 16h45min

Petróleo fecha em forte queda com expectativa por reunião da Opep+

O petróleo fechou em forte queda nesta sexta-feira (29), em meio a dúvidas sobre qual será a decisão tomada na semana que vem pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre os atuais cortes na produção da commodity. Os negócios desta sexta ainda foram influenciados pela baixa liquidez após o feriado de Ação de Graças na quinta-feira (28).
O petróleo fechou em forte queda nesta sexta-feira (29), em meio a dúvidas sobre qual será a decisão tomada na semana que vem pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre os atuais cortes na produção da commodity. Os negócios desta sexta ainda foram influenciados pela baixa liquidez após o feriado de Ação de Graças na quinta-feira (28).
O petróleo WTI para janeiro fechou em queda de 5,06%, a US$ 55,17 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para fevereiro recuou 4,39%, a US$ 60,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o Brent para janeiro, cujo contrato venceu hoje, cedeu 2,25%, a US$ 62,43.
No mês, o petróleo WTI caiu 1,83%, enquanto o Brent cedeu 1,95%.
Além das tensões sino-americanas após o presidente Donald Trump ter sancionado uma lei que condena a violência contra manifestantes em Hong Kong, o petróleo foi pressionado hoje especialmente depois que empresas russas sugeriram ao ministro de Energia do país, Alexander Novak, que se mantenha o acordo atual da Opep+ até o fim de março, para só então se discutir novamente o pacto, informou a Reuters.
O atual pacto de redução da produção, firmado em dezembro do ano passado, prevê corte de 1,2 milhão de barris por dia (bpd) em relação aos níveis de outubro de 2018. Destes, 800 mil são de membros do cartel e 400 mil, de aliados.
Mais cedo, uma reportagem da Bloomberg informou que a Arábia Saudita está insatisfeita com o comportamento das outras nações envolvidas no acordo de corte. Riad teria sinalizado que não está mais disposta a compensar o não cumprimento do acordo por outros países.
A reunião da Opep+ será na próxima semana. Analistas do ING Economics apostam que o cartel e aliados concordarão em estender o acordo atual até o final de junho de 2020. "Nosso balanço sugere que eles precisam de cortes mais profundos, mas é difícil ver quais produtores estariam dispostos a cortar mais", avaliam. Além disso, a conjuntura econômica global e a produção crescente de petróleo nos EUA torna incerta a quantidade que precisaria ser retirada da produção.
Com isso, o ING acredita que, se o acordo continuar como está, o Brent pode chegar a US$ 50 por barril no curto prazo. Se ele for estendido até o meio de 2020, como o banco espera, os preços também devem ver uma pressão baixista no primeiro trimestre do ano que vem. Mas, para manter os preços do Brent nos níveis atuais, o cartel e aliados precisam cortar mais, dizem os analistas - algo em torno de 1,0 milhão de bpd.
Estadão Conteúdo
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