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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Câmbio

Edição impressa de 28/11/2019. Alterada em 28/11 às 10h16min

Alta do dólar reduz procura por viagens

Demanda por dólar tem caído, mas vendas apresentam aumento

Demanda por dólar tem caído, mas vendas apresentam aumento


MARCO QUINTANA/JC
Adriana Lampert
A escalada do dólar já tem mostrado seu efeito no turismo. As agências de viagem já sentido a redução das vendas de pacotes para o exterior, com a procura ainda menor desde o início da semana.
A escalada do dólar já tem mostrado seu efeito no turismo. As agências de viagem já sentido a redução das vendas de pacotes para o exterior, com a procura ainda menor desde o início da semana.
"Baixou muito, no máximo as pessoas ligam para se informar dos preços - agora é esperar o consumidor se acostumar com a cotação atual", comenta a diretora da operadora Personal Turismo, Jussara Leite. "No entanto, a procura continua, ainda mais nesta semana de Black Friday", pondera o diretor da Sepean Viagens, Bruno Drambos. "Claro, a alta do dólar sempre muda um pouco a demanda, e, muitas vezes, os passageiros optam por ajustar os pacotes", emenda.
Segundo o diretor da Sepean, em épocas de alta do câmbio, é muito comum que os viajantes diminuam o número de diárias ou desistam de alguns passeios previstos no pacote. "Mas o passageiro frequente, que tem o hábito de viajar, não deixa de comprar por causa da alta do dólar - no geral, é uma questão de ajuste, mesmo." A verdade é que as vendas de final de ano deveriam estar mais ágeis, admite o diretor da Argus Turismo, Danilo Martins. "Desde outubro, as vendas deram uma travada, não somente pelo fato de a moeda estar mais cara, mas também pela instabilidade do câmbio. A procura existe, mas está difícil fechar os pacotes", reforça.
Martins afirma que, antes mesmo da declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, no último dia 25 (falando que o dólar alto era a nova realidade no Brasil) - que ajudou a levar a um novo recorde de alta na moeda norte-americana -, as compras de novembro já estavam ruins. "É o período que normalmente se fecham os pacotes de verão, para os meses janeiro e fevereiro, quando a maioria das famílias saem de férias."
De acordo com o diretor da Argus, um dos equívocos que estão ocorrendo é justamente a espera pela Black Friday. "A maioria das ofertas (com descontos de 30% a 40%) é para março, e não para o verão, porque, em períodos de alta temporada, não tem promoção", destaca Martins. 
Os profissionais de agências de viagens recomendam que aqueles que optarem por comprar deixem todos os serviços (transporte, seguro, hospedagem, passeios) pagos antecipadamente, no débito. "Optar pelo cartão de crédito é um risco grande, porque não se sabe o valor que estará a cotação após 30 ou 40 dias", ressalta Jussara Leite. 
Nas casas de câmbio, a mudança no movimento já é sentida. "Quem tem viagem marcada está desesperado, os demais estão aguardando", resume o proprietário da Prontur Turismo, Pietro Predebon. Ele destaca que a compra diminuiu desde o início da semana e que, em sentido oposto, as vendas de dólares por parte de quem tinha a moeda guardada em espécie aumentaram.
"A demanda caiu bastante já faz duas semanas", afirma o sócio-proprietário da Câmbio Ideal, Lucas Rech. "Desde um dia antes da soltura do Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), com a questão do leilão do pré-sal, que a moeda para compra caiu, e a demanda por venda aumentou."
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