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mercado financeiro

- Publicada em 19h10min, 26/11/2019. Atualizada em 19h10min, 26/11/2019.

Bolsa de São Paulo fecha em baixa de 1,26%, com dólar em novas máximas ante real

No mês, o Ibovespa acumula agora leve perda de 0,15%, e no ano avança 21,81%

No mês, o Ibovespa acumula agora leve perda de 0,15%, e no ano avança 21,81%


JOEL SANTANA/PIXABAY/DIVULGAÇÃO/JC
O estresse causado pelas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre câmbio colocou nesta terça-feira (26) o dólar em novas máximas históricas e manteve o Ibovespa sob pressão ao longo de toda a sessão, atingindo mínima de 106.413,93 pontos no pior momento do dia. Limitando as perdas, o principal índice da B3 conseguiu se segurar na faixa dos 107 mil pontos, encerrando a sessão em baixa de 1,26%, a 107.059,40 pontos, tendo encerrado a véspera aos 108.423,93. O giro financeiro desta terça-feira foi alto, de R$ 26,8 bilhões. No mês, o Ibovespa acumula agora leve perda de 0,15%, e no ano avança 21,81%.
O estresse causado pelas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre câmbio colocou nesta terça-feira (26) o dólar em novas máximas históricas e manteve o Ibovespa sob pressão ao longo de toda a sessão, atingindo mínima de 106.413,93 pontos no pior momento do dia. Limitando as perdas, o principal índice da B3 conseguiu se segurar na faixa dos 107 mil pontos, encerrando a sessão em baixa de 1,26%, a 107.059,40 pontos, tendo encerrado a véspera aos 108.423,93. O giro financeiro desta terça-feira foi alto, de R$ 26,8 bilhões. No mês, o Ibovespa acumula agora leve perda de 0,15%, e no ano avança 21,81%.
Com duas vendas à vista de dólar pelo Banco Central, uma pela manhã e outra à tarde, a moeda americana limitou os ganhos desta terça-feira a 0,61%, a R$ 4,2400 no encerramento, tendo atingido a marca de R$ 4,2772 durante a sessão, novo pico histórico intradia. O nível de fechamento também constitui novo recorde no par dólar-real.
Para além do ruído em torno do câmbio, outro fator parece ter exercido influência sobre a correção desta terça-feira no Ibovespa, que afetou em especial as ações de empresas com exposição a custos na moeda americana, como companhias aéreas (Gol PN -3,84% e Azul PN -4,53%), mas ajudou moderadamente as de exportadoras como Vale (+0,71% na ação ordinária) e Suzano (+0,21% na ON).
A implementação nesta terça-feira do balanceamento da carteira teórica de índices do Morgan Stanley Capital Internacional (MSCI), como o MSCI Brasil e o MSCI EM (Emerging Markets), contribuiu para a queda do Ibovespa, segundo três profissionais do mercado de ações ouvidos pela Agência Estado.
Contudo, os comentários de Guedes, feitos na noite anterior, assumiram preeminência desde o início da sessão. Para Nicolas Balafas, operador da Atuação Investimentos, o movimento de hoje de alta do dólar não significa uma desconfiança em relação ao Brasil. "Há, certamente, uma contaminação ainda dos problemas de países da América Latina, mas ninguém está achando que vai acontecer algo desse tipo aqui", diz, acrescentando que um dos indicativos desse direcionamento é que o risco-país segue baixo para padrões históricos.
Em Nova York, os três índices de referência seguem renovando máximas históricas de fechamento com sinais de avanço nas negociações EUA-China. A perspectiva de que a Opep e aliados estendam os cortes de produção além de março de 2020 contribuíram para ganho de 0,69% para o WTI e de 0,94% para o Brent. Mas, em meio a greve de petroleiros, a ação da Petrobras fechou o dia em baixa de 1,97% para a ordinária e de 1,82% para a preferencial.
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